08/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

MPF quer que José Melo pague as contas da eleição suplementar. Braga afirma: ‘Nem se quisesse conseguiria salvá-lo’

Publicado em 10 de agosto, 2017

José Melo teria que devolver R$ 32 milhões aos cofres públicos pela eleição suplementar

O Ministério Público Federal (MPF) deve entrar com um pedido, junto à Justiça Eleitoral, para que o ex-governador José Melo pague os custos da eleição suplementar para governador no Amazonas. O entendimento dos procuradores é que, ao dar causa à eleição, com o abuso de poder econômico para se eleger, em 2016, Melo seria o responsável pelos custos do pleito em curso, retirados do orçamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O custo do 1º Turno foi de R$ 23 milhões, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), incluindo o deslocamento de tropas federais. E o 2º Turno deverá custar outros R$ 9 milhões. Melo teria que devolver aos cofres públicos do Judiciário os R$ 32 milhões gastos no total, conforme matéria publica neste portal no dia das eleições (06/08). A decisão, por outro lado, abriria a possibilidade de que os partidos e candidatos envolvidos no pleito, que também tiveram custo de campanha, pedissem que o ex-governador pagasse as contas deles. Isso elevaria ainda mais o custo total a ser cobrado.

O senador Eduardo Braga, que enfrenta Amazonino Mendes no 2º Turno, disse hoje (10/08) ao portal que não há qualquer possibilidade de sua assessoria jurídica desistir da ação que tramita no TSE, conforme vem sendo veiculado. Esta seria uma forma de tentar mudar o entendimento do colegiado, que confirmou a cassação do ex-governador ocorrida no TRE-AM. “Seria inócuo e eu não faria isso de jeito nenhum. Eu não conseguiria, aliás, nem se quisesse, ajudar o Melo. O que ele fez está julgado e condenado”, disse.

Advogados consultados pelo portal afirmam que a desistência da assessoria jurídica de Eduardo Braga da ação seria preenchida, quase de imediato, pelo próprio MPF, já que a ação deixou de ser apenas uma questão partidária ou disputa entre políticos e agora tem contornos de “interesse público”, ou seja, qualquer partido, candidato, cidadão ou instituição tem legitimidade para patrociná-la.

Veja mais notícias em Política

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.