A bancada do Amazonas, formada por 8 deputados federais, levou menos de 3 minutos para declarar seus votos durante a sessão parlamentar que decidiu rejeitar a abertura de processo criminal contra o presidente Michel Temer, no Supremo Tribunal Federal (STF). Seis parlamentares amazonenses votaram a favor do presidente e dois contra.
Estava em votação o relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), favorável à rejeição da denúncia, que foi aprovado por 263 deputados. Duzentos e vinte e sete deputados votaram contra o relatório. Para a denúncia seguir ao Supremo Tribunal Federal (STF), o relatório deveria ter sido rejeitado por 342 deputados.
Os votos a favor de Michel Temer foram dados pelos deputados Alfredo Nascimento (PR), Arthur Bisneto (PSDB), Átila Lins (PSD), Pauderney Avelino (DEM), Sabino Castelo Branco (PTB) e Silas Câmara (PRB). Os votos que pediam a investigação foram dados por Conceição Sampaio (PP) e Hissa Abrahão (PDT).
Os que votaram a favor, em sua maioria, destacaram que o País precisa de estabilidade política e seguir com as reformas em andamento. O tucano Arthur Bisneto falou que não negociou emendas nem tem cargos no governo, mas acredita que o Brasil deve passar por reformas estruturantes. “Acredito que o País que olha para o futuro não troca de presidente como se troca de roupa”, disse, no seu voto.
Átila e Silas declaram o sim pela prosperidade e estabilidade. Sabino fez um trocadilho, dizendo que votava sim, para “alegria de poucos, que estão querendo o fim de um País melhor”, enquanto Pauderney discursou que quem deveria estar preso é o empresário dono da JBS, Joesley Batista, mas que “ganhou imunidade penal que, esta sim, indigna todos os brasileiros”, diante dos crimes confessados por ele nas investigações.
Veja o vídeo do momento da votação de todos os deputados do Amazonas
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Temer foi gravado em uma conversa com Joesley, o que deu início a denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra ele e que culminou na votação desta quarta-feira (2). Em vídeo postado nas suas redes sociais, Pauderney dizia, durante a sessão, que é preciso dar um basta a tantos malfeitos do governo PT. A oposição tentava, ontem, obstruir a votação. “O Brasil não pode mais esperar. Temos que reconstruir a economia, os postos de trabalho. Não podemos deixar sem esperança os milhões de brasileiros que estão sem emprego”, disse.
A acusação contra Temer ficará parada no STF. O entendimento do STF é que o caso só poderá ser retomado quando Temer deixar a Presidência, em 31 de dezembro de 2018, momento em já não será mais necessária autorização de um órgão externo para que o Judiciário acolha a denúncia e abra o processo. Nesse período de paralisação, o relator do caso no Supremo, ministro Edson Fachin, deverá determinar também a suspensão do prazo para a prescrição.
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