
Mantendo o ritmo de apreensão de drogas, 2017 pode superar o volume apreendido em 2016, adiantou o secretário de Segurança, Sérgio Fontes. Foto: William Rezende/ Secom
Quinhentos milhões de reais é o prejuízo estimado para os narcotraficantes com prisões e apreensões realizadas durante as ações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), Polícias Civil e Militar do Amazonas.
Esse e outros números foram divulgados nesta segunda-feira (17), pelo secretário de Segurança, Sérgio Fontes, e dizem respeito ao período de janeiro de 2015 a junho de deste ano. No ritmo atual, o volume apreendido ano passado deve ser superado até o final de 2017.
Durante os 30 meses, foram apreendidas mais de 28 toneladas de entorpecentes e feitas 36.832 prisões relacionadas ao tráfico de drogas no Estado, incluindo flagrantes, mandados judiciais e detenções de líderes de facções na capital.
A SSP-AM tem trabalhado para enfraquecer as cadeias, facções e rotas do crime organizado, buscando, inclusive, novos armamentos cedidos pelo Exército ou por aquisição de material, como fuzis.
Ao todo, o volume de apreensão é de 28.369 kg de drogas, decorrente de operações, denúncias e interceptação das forças de segurança pública, sendo a maioria de maconha tipo “skunk” (20.469 kg) e 7.900 kg de cocaína, avaliados em R$ 146 milhões, sem contar o valor após a distribuição para os pontos de droga.
Sérgio Fontes explicou que o aumento no volume de apreensão se deve, em parte, às estratégias usadas para o combate ao narcotráfico. Ele explicou que o “combustível” dentro do crime organizado é o dinheiro do tráfico, e que as prisões e o material apreendido vão minando os criminosos.
“Precisamos tirar o dinheiro das mãos dos criminosos. Tirando o dinheiro, vamos estar dando duros golpes no crime organizado e a médio e longo prazo estaremos caminhando para vencer essa batalha no combate à violência. Dessa forma, todas as outras atividades criminosas, como roubo e furto, certamente deverão baixar e podemos ter mais paz”, destacou.
A mudança de estratégia também é fruto de integração das forças e formatos novos para o que o secretário chama de “sufocamento do crime organizado”, contando com a inteligência, ações planejadas e operações pontuais.
Entre as mudanças citadas está a estratégia de funcionamento nos Distritos Integrados de Polícia (DIPs) e Companhias Interativas Comunitárias (Cicoms), da Polícia Militar, que enfrentam o tráfico doméstico, e as delegacias especializadas, como o Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc) e o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), que cuidam da contenção em grandes toneladas. É uma relação que vai da trouxinha para a tonelada.
Resultados
Fontes afirmou que os impactos das ações de combate ao crime organizado refletem diretamente na segurança pública. “O tráfico de drogas é responsável por 80% a 90% dos crimes na cidade, especialmente homicídios e roubos. Isso nos faz entender que é preciso atacar um pra combater outros. E os resultados dos últimos dois anos nos mostram que estamos avançando no combate aos crimes”, disse.
Durante a coletiva de imprensa, o secretário informou que a Segurança Pública ganhará reforço com aquisição de equipamentos. Até o fim de semana, mais 130 fuzis e 5 mil coletes devem ser adquiridos.
Com criminosos armados com grosso calibre, até de lançadores de granada, a SSP-AM ainda investe na compra de novas armas, firmando convênio com o Exército para empréstimo de 70 armas, do tipo fuzil calibre 762. O armamento deve ser utilizado no apoio das operações fluviais.
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