
Caseiro vítima de latrocínio foi amarrado e morto com facadas. No assalto, envolvidos levaram objetos avaliados em R$ 30 mil. Foto: Divulgação
Israel Medeiros da Silva, 32, e Wellington Palheta do Nascimento, 29, conhecido como “Cabeludo”, foram apresentados nesta quarta-feira (12) como envolvidos no latrocínio que teve como vítima o caseiro Rosiro Lopes dos Santos, ocorrido no dia 23 de abril deste ano, numa chácara de alto padrão, no Tarumã, zona Oeste. Rosiro tinha 48 anos.
O delegado Rodrigo de Sá, titular do 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP), falou sobre a investigação na tarde desta quarta-feira (12), durante coletiva de imprensa. A prisão cumpriu ordem judicial em nome da dupla, expedida ontem pelo juiz Glen Hudson Paulain Machado, da 4ª Vara Criminal de Manaus.
“Na ocasião do crime, um grupo de amigos estava reunido e consumiu bebidas alcoólicas na casa de Wellington. Rosiro fazia parte desse grupo e acabou atraído por duas mulheres para que as levasse até a chácara onde trabalhava. No local alguns infratores subtraíram TVs, joias, aparelhos celulares e bebidas importadas”, falou.
Somados, os bens totalizam cerca de R$ 30 mil. Rodrigo de Sá ressaltou que o corpo de Rosiro foi encontrado no dia seguinte, no quarto dos fundos da residência. A vítima estava com as mãos amarradas e apresentava golpes de faca na região do pescoço. A arma branca utilizada no crime foi encontrada na piscina do local, segundo o titular do 20º DIP.
Investigação
Conforme a autoridade policial, a equipe do 20º DIP identificou, inicialmente, seis pessoas envolvidas no latrocínio. Os policiais civis chegaram até os envolvidos por meio de informações levantadas pelo sistema de inteligência da Polícia Civil.
“Encontramos um chip de celular pertencente à vítima e, por meio do objeto, chegamos até um dos envolvidos, que delatou os demais comparsas. Em função disso representei o mandado de prisão temporária em nome dos elementos. O documento foi expedido no dia 29 de maio deste ano, pela juíza Andrea Jane Silva de Medeiros, da 4ª Vara Criminal de Manaus. Quatro pessoas foram liberadas porque contribuíram com as investigações e não tinham envolvimento direto no latrocínio”, disse Rodrigo de Sá.
Como desdobramento das investigações em torno do caso, a equipe do 20º DIP, sob o comando do delegado Rodrigo de Sá, deflagrou de 12 a 14 de junho deste ano a operação “Domum Speculo”, que resultou, na época, nas prisões temporárias dos seis elementos envolvidos no latrocínio em questão.
O delegado explicou que a ação recebeu o nome de “Domum Speculo”, termo em latim que significa “Casa de Vidro”, porque os infratores se referiam ao local do crime dessa forma, em português. Israel e Wellington foram presos ao longo da operação deflagrada no mês passado e tiveram o mandado de prisão temporária convertido em prisão preventiva em 11 de julho deste ano.
Rodrigo de Sá enfatizou que “Cabeludo” foi preso pela equipe do 20º DIP em Autazes (município distante 113 quilômetros da capital). Já Israel foi detido em Manaus.
A dupla foi indiciada por latrocínio e associação criminosa. Ao término dos procedimentos cabíveis na delegacia, os infratores serão levados ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), onde irão permanecer à disposição da Justiça.
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