
“Filé” foi preso quando ia para uma possível pescaria com parentes em Caracaraí. Ele é natural de Boa Vista e polícia seguiu a pista com apoio da segurança de Roraima. Foto: Divulgação PC-AM
Bruno Medeiros Mota, 26, conhecido como “Filé”, preso em Caracaraí (RR), no último sábado (24), foi apresentado hoje em Manaus na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Ele é apontado como o principal suspeito de ter mandado matar o soldado da PM Paulo Sérgio da Silva Portilho, 34, na invasão Vila Buritizal, Nova Cidade, zona Norte. O corpo do policial foi encontrado na tarde do último dia 30 de maio, por volta das 14h, na rua 222-A da ocupação, após ele ter desaparecido dia 26.
Natural de Boa Vista, capital de Roraima, segundo o delegado titular da DEHS, Juan Valério, “Filé” foi preso após ação integrada entre os órgãos de segurança do Amazonas e do estado roraimense, cumprindo mandado de prisão preventiva, com apoio da Divisão de Inteligência e Captura (Dicap) de Roraima, das Polícias Civil e Militar e DEHS.
O chefe de operações da Dicap, sargento da PM de Roraima Flávio Alves, informou que “Filé” foi preso pelas equipes policiais em uma embarcação interceptada no rio Branco, em Caracaraí, no momento em que o infrator estava indo pescar com os parentes dele.
Para Juan Valério, o indivíduo é apontado como um dos principais envolvidos no homicídio do soldado Portilho, sendo o oitavo preso de um total de 15 infratores envolvidos diretamente na morte do PM. Três adolescentes foram apreendidos, um encontrado morto e três seguem foragidos. Os três adolescentes foram encaminhados à Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai).
Um dos participantes do crime, identificado como Isac Santos, conhecido como “Trem-Bala”, foi encontrado morto no dia 3 de junho deste ano, no ramal Santo Antônio, KM 47 da rodovia estadual AM-010 (Manaus-Itacoatiara).
Seguem foragidos Fabio Barbosa de Souza, conhecido como “Índio”; William Paiva, chamado de “Sorriso”, e Rodolfo Barroso Martins, o “Gigante”.
Bruno foi indiciado por homicídio qualificado. Ao término dos procedimentos cabíveis o infrator será levado para o Centro de Detenção Provisória Masculina (CDPM), onde irá permanecer à disposição da Justiça.
