
Famílias venezuelanas estão recebendo apoio do Governo e da Prefeitura para que possam ter melhores condições de abrigo e atenção à saúde, desde que montaram acampamentos com condições precárias. Foto: Dhyeiso Lemos/ Secom
Famílias venezuelanas com crianças de colo terão preferência na transferência para o abrigo no bairro Coroado, zona Leste, que o Governo do Amazonas está finalizando para recebê-los. Os critérios foram definidos pela Secretaria de Estado de Justiça Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc). A recuperação do alojamento já dura mais de 10 dias e o prazo para realocação dos imigrantes termina nesta segunda (29).
As obras no local estão praticamente concluídas, restando apenas a mobília, de acordo com a Sejusc. Devem ser comprados camas, colchões, fogão, geladeira, panelas, entre outros itens. “Não é só do prédio que precisamos. Temos que dotar o local de condições adequadas para que seja, realmente, considerado um abrigo e para que possa atender, de maneira digna, as necessidades das famílias que irão ficar lá, mesmo que temporariamente”, observa a secretária da Sejusc, Graça Prola.
Balanço
Um balanço da Sejusc mostra que mais de 520 venezuelanos chegaram na cidade até o momento, a maioria indígenas da tribo Warao. De acordo com a secretária Graça Prola, o levantamento de todas as famílias está em fase final de execução. Os venezuelanos passaram a ter Manaus como destino no fim do ano passado, mas o número de imigrantes cresceu de maneira significativa há dois meses.
“Nós já temos todo o cadastro das famílias que estão na rodoviária e estamos concluindo as que estão no Centro. Nós vamos levar por primeiro as famílias que possuem crianças recém-nascidas ou com até um ano de idade. Em seguida, irão as famílias com crianças a partir dessa idade até 12 anos. Depois, vão as famílias com apenas a mãe ou pai com crianças e, por fim, os casais sem filho”, explica.
A Sejusc e a Prefeitura de Manaus instalaram no local do acampamento próximo à rodoviária um Plano Emergencial de atendimento. “Nós temos uma parceira com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para que sejam feitos exames, por exemplo, além da questão das vacinas. Depois é feito o atendimento na UBS (Unidade Básica de Saúde) e se tiver problema que precise internação vai para as unidades de saúde do Estado”, afirmou.
Ainda de acordo com a Sejusc, todos os imigrantes venezuelanos estão legalizados e deverão ser atendidos durante 12 meses. “Nosso prazo de acolhimento será de um ano, pois acreditamos que nesse período eles já terão condições de viverem de maneira mais independente”, finaliza Prola.
Emergência
No dia 8 de maio, a Prefeitura decretou estado de emergência devido ao grande número de venezuelanos. Ao assumir o governo recentemente, o governador David Almeida ordenou que fosse feito um plano emergencial de atendimento aos venezuelanos, que está sendo colocado em prática pela Sejusc, Fundo de Promoção Social (FPS) e Fundação Estadual do Índio, em parceria com as secretarias municipais da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) e de Saúde (Semsa).
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