22/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Trabalhadores de Manaus aderem à Greve Geral. Rodoviários anunciam paralisação e Sinetram vai à Justiça

Publicado em 27 de abril, 2017

Propostas de reformas Trabalhista e Previdenciária estão em tramitação no Congresso Nacional. Foto: Arquivo

Por Gabriel Machado

Trabalhadores dos setores púbico e privado de Manaus vão aderir à Greve Geral que ocorre na sexta-feira (28/04), em todo o Brasil, em protesto contra às reformas Trabalhista e Previdenciária, em tramitação no Congresso Nacional. Na capital amazonense, servidores irão se reunir na Praça do Congresso, a partir das 15h, e seguirão até a Avenida 7 de Setembro, no Centro.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) é um dos órgãos que aderiu à Greve Geral. A decisão foi tomada por unanimidade após realização de uma assembleia na última terça-feira (25). O sindicato acredita que as reformas propostas por Michel Temer atacam diretamente o trabalhador brasileiro e que, no caso da classe, prejudicaria o aprendizado e a formação de estudantes de todo o Brasil.

Cerca de 40 mil servidores – entre professores e administradores – foram convocados pelo Sinteam para aderirem à manifestação na sexta-feira (28). No campo da Educação, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) também levará representantes para as ruas do Centro.

Motoristas e cobradores das empresas de ônibus da capital amazonense também participam da Greve Geral. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), cerca de 70% da frota disponível no Estado vai aderir à paralisação das atividades, a partir das 4h de sexta-feira. Atualmente, a classe possui um total de 8 mil funcionários.

Por meio de nota, o Tribunal Regional do Trabalho confirmou adesão à greve nacional. O órgão disse estar aliado “a outros Tribunais Trabalhistas do País e entidades sindicais, neste delicado cenário político, em que o Congresso Nacional vota o Projeto de Lei das reformas trabalhistas, cuja extensão atinge os trabalhadores brasileiros e a própria Justiça do Trabalho”.

Trabalhadores do Polo Industrial de Manaus (PIM) e servidores dos sindicatos dos Fazendários do Amazonas (Sifam) e dos Servidores Públicos Federais do Amazonas (Sindesp/AM) também participam da Greve Geral.

Servidores do TRT votaram pela adesão à greve nacional. Foto: Divulgação

Sinetram entra com recurso

Tendo em vista que 70% das frotas de ônibus de todo o Amazonas deverão paralisar suas atividades na próxima sexta-feira (28), o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) entrou com um processo para tentar impedir a greve da classe. O documento está sob análise no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) – órgão que aderiu à paralisação nacional de sexta-feira.

Por meio de nota, o Sinetram defendeu a decisão de tentar intervir a greve por parte dos rodoviários e disse que “ao insistir na paralisação, o Sindicato dos Rodoviários banaliza aquele que deve ser tratado como último recurso de reivindicação da categoria. Além disso, ignora as pessoas que dependem do transporte coletivo para se deslocar, muitas vezes por motivos inadiáveis como tratamentos de saúde ou atender a uma oportunidade de emprego. Faz da greve também uma prática ilegal e contumaz de perturbação da ordem e uma agressão à população e aos próprios profissionais das empresas de transporte que desejam garantir seu acesso ao serviço”.

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