Acusado de envolvimento no desvio de, aproximadamente, R$ 500 mil em verbas públicas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Elivaldo Celso Lopes Maia, 49, foi preso na tarde de domingo (19/02), após voltar de Boa Vista (RR).
De acordo com o delegado Guilherme Torres, diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), a ordem judicial foi expedida no dia 2 de outubro de 2015, pela juíza Careen Aguiar Fernandes, da 7ª Vara Criminal. Elivaldo estava foragido e foi preso pelas equipes DRCO após voltar de Boa Vista (RR) na tarde de domingo (19/02), por volta das 14h, na residência da sogra dele, localizada na Avenida Curaçao, bairro Nova Cidade, zona Norte da capital.
“Elivaldo é o nono componente de dez integrantes de uma organização criminosa investigada por desviar dinheiro de projetos científicos aprovados para professores e financiados por um banco privado. A quadrilha estava atuando na cidade há pelo menos dois anos. Oito integrantes da quadrilha foram presos em setembro de 2015 pelas equipes do DRCO por envolvimento no esquema criminoso. Ainda estamos em busca de uma mulher que também compõe o bando”, declarou Torres.
Conforme o diretor-adjunto do DRCO, delegado Denis Pinho, Elivaldo seria um dos líderes da organização e chegou a sacar cerca de R$ 200 mil do montante desviado. Durante a abordagem policial, foram encontradas com ele seis documentos de Registro Geral (RG) com a foto dele, mas nomes diferentes, além de cheques, quatro certificados de horas complementares de uma faculdade particular, um certificado de conclusão de nível superior do curso de Pedagogia, um Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) e uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH), possivelmente falsificados.
“Elivaldo e Franklin Moisés Barbosa Veloso, 30, conhecido como “Frank”, que foi preso em setembro de 2015, acessavam a internet para saber os nomes dos bolsistas da Fapeam contemplados em projetos, bem como os respectivos números de Cadastros de Pessoas Físicas (CPFs). Henrique, também preso naquela época, era ex-gerente de uma agência bancária em Autazes, município distante 113 quilômetros em linha reta de Manaus, descobria o número da conta e quanto a vítima mantinha na conta bancária. Então Elivaldo criava uma identidade falsa e sacava o dinheiro”, explicou Denis Pinho.
Durante a coletiva de imprensa o diretor do DRCO ressaltou que por meio de um aplicativo de celular, Elivaldo chegou a trocar mensagens com uma pessoa, informando que a equipe do departamento estava monitorando os movimentos dele. Elivaldo foi indiciado por estelionato, falsidade ideológica, falsificação de documento público e particular e uso de documento falso. Ao término dos procedimentos cabíveis na base do departamento, nas dependências da Delegacia Geral, ele será levado ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), onde irá permanecer à disposição da Justiça.
Esquema criminoso
O líder do bando, Franklin Moisés Barbosa Veloso, 30, conhecido como “Frank”; Reginaldo de Souza Salgado, 46, o “Cacildes”; Adenauer Silva Seixas, 32, também chamado de “Natal” ou “Natalzinho Seixa”; Alex Souza da Silva, 30; Edivane Castro Pedroso, 42; Afonso Araújo Muniz, 51; Henrique Ferreira da Rocha, 50, e Jair Pereira Brandão Filho, 47, foram presos em setembro de 2015.
Reginaldo era responsável por falsificar os documentos pessoais das vítimas, como cartões do banco e documentos pessoais dos titulares das contas. Adenauer, Alex, Edivane e Afonso emprestavam as contas bancárias para a transferência das quantias. Jair, que era sogro de Franklin e residente em Autazes, teria apresentado o genro a Henrique.
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