06/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

MPE vai pedir informações do Governo sobre corte do tíquete alimentação dos servidores

Publicado em 27 de janeiro, 2017

O promotor Antônio Mancilha com a deputada Alessandra Campêlo. Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado (MPE-AM) vai notificar o Governo do Amazonas para prestar esclarecimentos sobre a suspensão do pagamento do tíquete alimentação aos servidores públicos. A deputada estadual Alessandra Campêlo (PMDB) entrou com representação no órgão cobrando a volta do pagamento do benefício, já que a jornada de trabalho do funcionalismo público estadual voltou a ser estendida. A parlamentar esteve reunida com o promotor de justiça Antônio José Mancilha, que acompanha o caso no MPE, na manhã desta sexta-feira (27/01).

Segundo Alessandra Campêlo, o promotor de justiça vai encaminhar, nos próximos dias, ofício ao Governo do Estado solicitando informações sobre os motivos do não retorno do pagamento do tíquete alimentação e do montante economizado pelo Executivo com os cortes do benefício no começo do ano passado.

“Nos próximos dias devemos ter novidades sobre o caso e, assim como o nosso mandato, o Ministério Público Estadual também está trabalhando para que seja restabelecido o tíquete alimentação dos servidores públicos”, resumiu Alessandra.

Benefício para 30 mil servidores

Segundo a deputada, aproximadamente 30 mil servidores públicos devem ser beneficiados caso o MPE acate a representação de sua autoria na qual pede, em caráter de urgência, a volta do pagamento do tíquete alimentação pelo Governo do Amazonas.

A representação da deputada solicita do Procurador Geral de Justiça a instauração de inquérito civil preparatório de Ação Civil Pública, em caráter de urgência, a fim de que sejam restabelecidos os repasses do benefício alimentação dos servidores da Administração Pública Direta, das Autarquias e das Fundações, da capital e do interior do Estado, face ao retorno da jornada de trabalho destes servidores para oito horas diárias, a contar de 16 de janeiro de 2017, conforme Decreto nº 37.555, de 9 de janeiro de 2017.

Na peça jurídica Alessandra explica que, por meio do Decreto nº 36.880, de 28 de abril de 2016, o Governo do Amazonas decidiu reduzir o horário de funcionamento dos órgãos e/ou entidades da Administração Direta, das Autarquias e das Fundações, da capital e do interior do Estado, com justificativa na queda da receita do Estado em mais de R$ 110 milhões.

A medida anunciada como forma de contenção de despesas administrativas, incluindo gastos com energia elétrica, água, telefone, combustível e material de expediente, implicou na redução da jornada de trabalho dos servidores estaduais de oito para seis horas corridas (8h às 14h), com intervalo de 15 minutos e corte temporário nos tíquetes alimentação dos servidores, a partir do dia 2 de maio de 2016.

Naquele momento, o Estado pretendia economizar cerca de R$ 60 milhões, sendo R$ 40 milhões através do corte do vale-alimentação de 30 mil funcionários públicos. A decisão não se aplicou aos serviços de atividade fim das áreas de Segurança, Saúde e Educação, bem como àqueles que exijam plantão permanente.

O governador José Melo, por meio do Decreto nº 37.555, publicado no Diário Oficial do Estado no dia 9 de janeiro, anulou os Artigos 1º e 2º do Decreto 36.880, de 28 de abril de 2016, que reduziu para seis horas a carga horária do funcionalismo estadual.

Justificou a decisão, considerando que a redução do horário de expediente operou-se em caráter temporário e que há necessidade de restabelecimento do horário normal do expediente em repartições públicas, autarquias e fundações do Poder Público Estadual.

Contudo, observa-se que o Decreto nº 37.555, de 2017 deixou de revogar o art. 3º do Decreto nº 36.880, de 2016, que dispõe sobre a suspensão do pagamento do benefício-alimentação (tíquete alimentação) para os servidores públicos.

Segundo a representação da deputada, o correto teria sido o governador revogar na totalidade o decreto que reduziu a jornada de trabalho.

“Se não o fez, significa dizer que pretende manter a suspensão do pagamento do benefício alimentação dos 30 mil servidores públicos, o que é inadmissível, já que os funcionários voltaram a ter jornada de oito horas diárias”, justifica a representação de Alessandra.

Veja mais notícias em Política

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.