
Thammyrys, alegre e cheia de vida, foi vítima da violência
Thammyrys Alexandre, 24 anos, assistente social, vendia doce em pote, no semáforo, para sobreviver e pagar a pós-graduação. Cheia de vida, alegre, festeira, estava saindo de casa para ir ao salão de beleza, rumo à festa de formatura da irmã, quando o carro dela foi abordado por uma dupla que fazia arrastão no bairro da Compensa. Eles estavam sendo perseguidos pela polícia, trocaram tiros e uma das balas atingiu Thammyrys, que mergulhou com o carro no igarapé do Franco, na avenida Brasil. E morreu.
O cunhado dela, Henry Braga, 26, afirma que o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) demorou 40 minutos e, quando chegou, trouxe dois funcionários que não sabiam o que fazer. “Meia hora depois chegou uma médica e ela não tinha aquele equipamento para ressuscitar (desfibrilador). A base do Samu fica a dez minutos daqui”, disse.
No velório da assistente social e entre os vizinhos, no conjunto Rio Xingu, na avenida Brasil, bairro da Compensa, na manhã de hoje (21/07), havia muita revolta. “Ela era trabalhadora, amiga, boa gente”, disse o cunhado.
Um dos responsáveis pelo arrastão que acabou vitimando Thammyrys, de 17 anos, foi preso por populares, que o agrediram. O outro conseguiu escapar. A perícia retirou as diversas cápsulas deflagradas encontradas no local do tiroteio e espera definir de onde saiu a bala que matou a assistente social.
Veja mais notícias em Cidade