O Amazonas pode ser atingido por uma grande crise no setor energético. Por atraso no pagamento de dívida, a Petrobras suspendeu o fornecimento de gás para a Amazonas Energia, concessionária do grupo Eletrobras que atende todo o Estado. O corte é de aproximadamente 1 milhão de metros cúbicos de gás por dia.
A informação foi publicada no jornal O Estado de S. Paulo, no sábado, dia 02. Segundo a matéria, a Petrobras tentou chegar a um acordo com a empresa para o pagamento da dívida de cerca de R$ 3,5 bilhões, que seria quitada em 120 parcelas, conforme acordo firmado em dezembro de 2014. No mês passado, no entanto, a empresa não pagou a parcela prevista. A reportagem também apurou que a Amazonas Energia também acumulou novos passivos com a Petrobras, uma conta extra que pode superar R$ 2 bilhões.
Em maio, a Petrobras notificou a concessionária, dando um prazo de 30 dias para apresentar uma solução para o problema, o que não ocorreu.
Manaus é, hoje, a única cidade do Estado conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), rede que transmite energia para todo o País. Os demais municípios do Estado são abastecidos por redes isoladas e supridas por usinas termoelétricas movida a óleo combustível e diesel.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já apontou diversos problemas na gestão da Amazonas Energia, como a duplicidade de compra de combustível para uma mesma usina e contratos nos quais os preços do insumo chega a superar o mesmo valor das tabelas de postos de combustível.
Paralisação
Pelo menos 300 urbanitários participaram de uma paralisação de advertência, que começou nesta segunda-feira (04/07) e deve durar três dias. Eles ficaram em barracas na frente da sede da Eletrobrás Amazonas Energia, na avenida 7 de Setembro, Zona Sul de Manaus.
A categoria reivindica aumento de R$ 9,28% referente à data base e participação no Programa de Lucros e Resultados (PLR).
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