O Projeto de Lei de autoria do deputado Bosco Saraiva (PSDB), presidente da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Amazonas (CC/Aleam), que promove o tombamento das obras do arquiteto Severiano Mário Porto, foi aprovado durante votação na terça-feira (15) no plenário da Casa. Com esta iniciativa parte da identidade cultural da cidade de Manaus e interior serão preservadas.
“As obras do Severiano são marcantes não só para a cidade de Manaus, mas para o Estado do Amazonas. A reunião da floresta com o urbano, característica das obras deste grande arquiteto, não pode ser destruída e precisa ser preservada. Com a aprovação do Projeto de Lei o legado do Severiano passa a ser imortal”, disse o parlamentar.
O PL estava tramitando no Legislativo desde o primeiro semestre de 2015. Após a aprovação por parte dos parlamentares, obras como: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Campus da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Sede da Suframa, Pousada “Guanavenas” em Silves, Sede do TRE/AM, Fórum Henoch Reis, dentre outras. No entanto, algumas delas já foram destruídas ou descaracterizadas, exemplos disso são: o Estádio Vivaldo Lima e o Centro de Proteção Ambiental de Balbina, mas que agora são Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Amazonas.
“Nós já destruímos tanta coisa na cidade de Manaus, como a memória da Época Áurea da borracha, exatamente pela falta de cuidado com a chegada do período da Zona Franca de Manaus (ZFM). Neste período muitos prédios antigos foram demolidos para a construção de espigões, desnecessariamente. Portanto, nós ao tombarmos as obras do Severiano preservamos para as gerações futuras o legado de um grande arquiteto que trabalhou para o desenvolvimento da nossa cidade, sem esquecer da questão ambiental”, relata o deputado.
Vale lembrar que em virtude do tombamento fica proibida a demolição ou descaracterização arquitetônica das edificações. Em caso de necessidade de intervenções físicas no imóvel tombado será obrigatória a aprovação do órgão competente do município. Atualmente, o arquiteto mora no Rio de Janeiro. No Amazonas ficou o legado do trabalho realizado durante anos no Estado mais verde do país.
Veja mais notícias em Releases