As fraudes nas carteirinhas de transporte coletivo gerou um prejuízo de quase R$ 800 mil, entre os meses de junho e agosto deste ano. Os dados foram apresentados pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) em uma audiência da comissão de transportes da Câmara Municipal de Manaus (CMM) com o Ministério Público do Estado (MPE). O encontro foi realizado na sede do MPE, na manhã desta quarta-feira (04/11).
A carteirinha garante a meia-passagem aos estudantes e a gratuidade aos portadores de necessidades especiais (PNE).
Durante a reunião, o Sinetram apresentou o levantamento realizado pelos técnicos do sistema de bilhetagem eletrônica, nos meses de junho, julho e agosto, que apontou um prejuízo de aproximadamente R$ 243,3 mil por mês, causado pelas fraudes.
Para o presidente do Sinetram, Carmine Furletti, a orientação e conscientização do usuário é o caminho mais viável para acabar com as fraudes e diminuir o prejuízo que as empresas tem por conta desse crime. Ele ressalta que a fraude encarece o valor da tarifa e as pessoas honestas acabam pagando a conta.
“Não há outra forma de acabar com esses crimes, se não for através de orientação e posterior bloqueio da carteira de quem insistir em delinquir, mesmo após a notificação. Temos exemplos de outras cidades onde o resultado foi satisfatório. Já estamos estudando de que forma ele será feito para que o usuário não venha a ser prejudicado injustamente”, destaca Furletti.
Além de representantes do Sinetram, MPE, e CMM, a Superintendência Municipal dos Transportes Urbanos (SMTU) também participou da audiência.
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