
Os policiais fecharam a Djalma Batista, em frente à reitoria da UEA, mas tomaram mesmo o prédio da Assembleia Legislativa, que fica atrás, na avenida Mário Ypiranga, antiga Recife. O trânsito tumultuou nas duas vias, que estão entre as principais da cidade. Foto: Diego Janatã

Policiais da Rocam e do Choque estão do lado de fora do prédio da Aleam, mas os grevistas continuam de posse do imóvel. Foto: Fábio Melo
Uma reunião, marcada para a tarde de hoje (14/10) e cancelada na última hora, foi o estopim para o início de um movimento de greve nas polícias Civil (PC) e Militar (PM). Cerca de 250 a 300 policiais, entre militares e civis, tomaram o prédio da Assembleia Legislativa, na avenida Mário Ypiranga, no fim da tarde, e prometem só sair de lá após a reabertura das negociações. O governador José Melo chegou a confirmar que a reunião está remarcada para quinta-feira (22/10), mas a ocupação continua noite adentro, com tropas de elite, como o Batalhão de Choque e a Rocam, do lado de fora da sede do Legislativo.
O primeiro ponto de aglomeração dos grevistas foi em frente à sede da UEA, na Djalma Batista. Depois eles se dirigiram à Mário Ypiranga, antiga Recife. O trânsito nas duas vias, que ficaram fechadas, tumultuou completamente.
O governador José Melo reuniria com lideranças dos praças da PM e investigadores da PC para explicar porque o reajuste salarial das duas instituições e as promoções na PM, prometidas em campanha e garantidas em lei, não foram cumpridas. Melo havia dito que tudo estaria resolvido até setembro e anunciou ontem (13/10) que não haverá qualquer reajuste para o funcionalismo estadual, por causa da crise econômica.
A reunião desta tarde foi cancelada, segundo uma nota divulgada pela diretoria do Sindicato da Polícia Civil (Sinpol) por uma viagem do secretário de Segurança, Sérgio Fontes, a Brasília. Ele teve que atender, às pressas, ao chamado da Secretaria Nacional de Segurança.
No começo da noite, o comando da PM e a assessoria do Governo do Estado afirmou que todos os turnos foram “montados”, o que, na linguagem da Segurança Pública, significa que os policiais compareceram ao serviço.
Veja a seguir o áudio e o vídeo em que o presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa, anuncia a tomada de “um prédio público” e o aquartelamento dos grevistas. “Temos água e comida para aguentar quantos dias forem necessários”, disse:
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