O garçom Adson Bruno Pinto, 26, travesti conhecido como “Bruna”, foi preso acusado de matar Larissa Benevides Ferreira, 22, em um crime ocorrido na manhã do último sábado, 18, por volta de 10h, na Rua São Francisco, bairro Educandos, zona Sul de Manaus. O mandado de prisão preventiva, expedido dia 21/04, pelo juiz Alcides Carvalho Vieira Filho, do Plantão Criminal, foi cumprido pelos investigadores da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) por volta de meio-dia, na residência da mãe de Adson, situada na Rua 9A do bairro Amazonino Mendes, zona Leste da capital.
O delegado Ivo Martins destacou que, por meio do trabalho de investigação, a equipe da DEHS conseguiu chegar até “Bruna”, que confessou a autoria do crime. Conforme o delegado titular da DEHS, o travesti contou que teve um desentendimento com a manicure Vilma Pereira da Silva, 38, em um bar próximo ao local onde ocorreu o delito. “Bruna” disse que a mulher estava denegrindo a imagem dela para os homens da área, o que acabou motivando uma discussão entre elas.
“Por conta disso, “Bruna” teria saído do bar para comprar um aparelho de barbear, retirou a lâmina e voltou para o estabelecimento onde Vilma estava e feriu a mulher no rosto e nas costas. Larissa teria saído em defesa da amiga manicure e jogou uma garrafa de cerveja nas costas de “Bruna”. O objeto quebrou ao cair no chão. Então Larissa pegou o gargalo para atacar “Bruna”, que revidou atingindo a vítima no pescoço com golpes desferidos com um canivete”, explicou a autoridade policial.
Na ocasião, o delegado Ivo Martins informou detalhes da prisão de “Bruna”. “Desde o momento do fato eu determinei que as equipes da DEHS fossem para a rua no intuito de levantar as informações que nos levassem até o autor do crime. Na data de ontem logramos êxito ao encontrar Adson na casa da mãe dele. Na delegacia ele confessou o crime, mas como não estava mais em situação de flagrante, ontem mesmo representamos junto à Justiça o mandado de prisão, que foi deferido. O caso está absolutamente esclarecido”, argumentou o titular da DEHS.
Durante coletiva Adson afirmou estar arrependido. “Todos nós éramos colegas e estávamos sob efeito de drogas e bebidas alcoólicas. Eu tentei evitar, mas a Larissa ainda me perseguiu e acabou acontecendo essa tragédia. Eu peço perdão à família dela e à minha também. Agora vou pagar pelo que fiz”, disse. Adson irá responder por homicídio qualificado e lesão corporal.
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