A Polícia Federal (PF) coletou diversos indícios sobre o nome falso e os deslocamentos do número 2 do grupo criminoso Família do Norte (FDN), com integrantes da facção presos por tráfico de drogas, ao longo do período entre a fuga dele, dia 26/07/2014, e a prisão, ocorrida na noite do dia 08/01/2015. A informação é do delegado Rafael Machado Caldeira, há um ano e meio na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da PF no Amazonas.
“A gente está sempre um passo ou dois atrás do procurado. Muito difícil encontrá-lo. Nos últimos dois meses, conseguimos identificar o nome falso que ele usava (Rafael Albuquerque Gomes de Oliveira) e fizemos várias tentativas frustradas de prendê-lo. Até que descobrimos que ele estava no Rio de Janeiro e pegaria esse voo para Natal”, disse o delegado.
Policiais federais do Amazonas foram para o Rio Grande do Norte para a verificação no aeroporto porque não havia certeza de que Rafael Albuquerque Gomes de Oliveira era Carnaúba. “Só quando fizeram a abordagem é que tiveram a certeza de que era ele mesmo”, revela.
Francinaldo dos Santos Silva, conhecido como “Cinta Larga”, famoso pela foto publicada nos jornais em que segurava fuzis, também usava identidade falsa e foi preso num hotel, na praia de Ponta Negra, em Natal, no mesmo dia da prisão de Carnaúba. “Cinta Larga foi seguido o dia inteiro e só não foi preso para não assustar o Gélson”.
Cabe à Justiça amazonense decidir se pedirá o remanejamento do condenado para Manaus. “A intenção da PF, dada a periculosidade e influência nos presídios do Carnaúba, além do histórico de fugas, é que seja enviado para um presídio federal”, disse Rafael.
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