Gustavo Adolfo Igrejas Filgueiras, até então coordenador-geral de Acompanhamento de Projetos Industriais, é o novo superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa). A demissão do atual, Thomaz Nogueira, será publicada no Diário Oficial da União de amanhã (06/11). O anúncio foi feito pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Mauro Borges, hoje pela manhã, durante reunião com representantes do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), acompanhados da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).
Vanessa distribuiu nota afirmando que foram ouvidos o governador José Melo (PROS), o senador Eduardo Braga (PMDB), ela e até o senador eleito Omar Aziz (PSD), para a troca no comando da Suframa. Igrejas assume o cargo interinamente, isto é, aguardando que os políticos se entendam sobre um nome definitivo.
A demissão de Thomaz começou quando o secretário-executivo do MDIC, Ricardo Schaefer, transferiu para ele, em entrevista à Rede Tiradentes, dia 22/10, a responsabilidade pelo não cumprimento de acordos com os grevistas do Sindframa. Clique aqui e ouça:
O então superintendente respondeu em tom duro, no domingo (25/10), na mesma Rede Tiradentes, momentos antes do anúncio do resultado do Segundo Turno da eleição presidencial. Clique aqui e ouça:
Hoje (05/11), ao anunciar a mudança, o ministro disse que Nogueira não teve “uma atitude razoável de um profissional”, ao pedir demissão publicamente e não nos escaninhos do MDIC. Vanessa criticou também o ex-superintendente, pela forma como anunciou a saída. E disse ao ministro que Nogueira não procurava a bancada para resolver os problemas que ele tanto criticou, como o descontingenciamento dos recursos da autarquia.
Gustavo Igrejas é sobrinho do ex-superintendente da Suframa Igrejas Lopes.
Nota
O ex-superintendente acaba de publicar a seguinte nota:
“Estou extremamente feliz de concluir minha contribuição na direção da Suframa. Gustavo Igrejas é um técnico extremamente competente, a quem, aliás, devo agradecer, pelo trabalho como adjunto. Reúne todas as condições para a função.
Por outro lado, não me interessa a polêmica estéril. Na sociedade moderna não há mais o monopólio da informação. Minha posição foi clara. Não desejo continuar, mas entendi ser minha responsabilidade destacar pontos que julgo fundamentais. Tenho claro que a cobrança ajudou no encaminhamento. Óbvio que, como cidadão, vou continuar discutindo o tema Zona Franca, como o fiz nos últimos 30 anos.
Se Brasília se sentiu demitido, o problema não é meu”.
Servidores
O ministro Mauro Borges assumiu o compromisso com os dirigentes do Sindicato dos Servidores da Suframa em levar a proposta de criação do plano de carreira dos servidores para uma reunião, amanhã, quarta (06/11), com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.
Caso o Planejamento concorde, o grupo de trabalho, formado por servidores e técnicos dos dois ministérios, será reativado para que seja elaborado uma minuta de projeto. A proposta seguirá à presidente Dilma Rousseff, para ser enviada ao Congresso.
No novo plano seriam criados dois cargos, o de analista de desenvolvimento regional e o de técnicos em desenvolvimento regional. O teto do vencimento básico seria de R$ 9,8 mil e R$ 5,5 mil, respectivamente. O impacto na folha de pagamento seria de R$ 100 milhões anuais., segundo informação de Vanessa Grazziotin.
O ministro disse que se depender da sua pasta a proposta está aprovada. Ele diz que defenderá dois aspectos junto ao Planejamento: a adequação das carreiras da Suframa com os padrões do funcionalismo do ministério e a receita própria que autarquia gera com o recolhimento da Taxa de Serviço Administrativo (TSA).
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