Um movimento cresce entre os policiais civis, investigadores e escrivães, podendo culminar numa greve na véspera da partida entre Itália x Inglaterra, que marca a entrada do Amazonas na Copa do Mundo. Eles ganham R$ 3,2 mil/mês e podem fazer greve por exigir a equiparação salarial com os peritos criminais, que ganham R$ 6,3 mil. “Os concursos exigem a mesma coisa, nível superior, e só o salário é diferente”, disse um policial civil, em contato com o blog.
O governador José Melo marcou encontro com as lideranças do movimento nesta quarta-feira (11/05), na sede do Governo, às 12h.
O Governo do Estado afirma, em nota, que o novo Plano de Cargos Carreiras e Salários da Polícia Civil diminuiu para 7,5% a diferença salarial entre as diferenças categorias da instituição. Moacir Maia, presidente do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Estado do Amazonas (Sinpol), informa que a entidade decidiu pelo “estado de greve” dia 31/05 e pela greve segunda-feira (09/06). “O diálogo foi cortado. Não fomos sequer recebidos na sede do Governo”, disse.
O movimento pretende fazer uma grande manifestação, sexta (13/05), em frente à Arena da Amazônia, deixando apenas 30% dos 2,3 mil policiais civis nas delegacias. Eles pretendem paralisar investigações criminais, emissão de carteiras de identidade e até programas como o Ronda no Bairro, dependente da ação conjunta entre as polícias Civil e Militar.
“Os peritos são poucos e vêm conseguindo reajustes diferenciados, justos, bem maiores que os dos investigadores e escrivães. Agora é hora de equiparar isso”, disse Moacir Maia. O Sinpol está pedindo também novo concurso público para a PC e o reajuste do vale-alimentação de R$ 220, mesmo valor pago há oito anos, para R$ 565,30.