A paralisação do transporte coletivo de Manaus, hoje (08/05), motivada por liminar que destituiu da diretoria do Sindicato dos Rodoviários os irmãos Oliveira, o presidente Givanci e todos os demais, revoltou a população e provocou reação da polícia e da Justiça. O movimento começou por volta das 13h e terminou em torno das 16h. Motoristas e cobradores entraram nos ônibus, que estavam circulando, tomaram a chave e atravessaram os carros em vias como a Constantino Nery, para provocar a paralisação.
Bruno Jean Oliveira da Costa, 28, e Rosinaldo Rocha da Cruz, 45, foram presos em flagrante, com as chaves de quatro ônibus. No 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), para onde foram levados, foi lavrado Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por “atentado contra a incolumidade do transporte coletivo”, ou seja, eles contribuíram para impedir a circulação normal dos ônibus.

O afastamento dos irmãos Oliveira do Sindicato dos Rodoviários foi o motivo da paralisação desta quinta-feira. Foto: José Rodrigues.
Ônibus foram depredados no Terminal 1 (T1), na Constantino Nery, e a situação ficou muito tensa no Terminal Central, na Praça da Matriz, no Centro. O movimento só começou a parar quando a polícia e fiscais da Prefeitura chegaram às ruas. Policiais chegaram a circular com alguns carros, para evitar que fossem “tomados” na rota. Diversas empresas, como a Vega, que serve à Zona Norte, retiraram os carros para fugir do quebra-quebra.
Multa
O presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), David Alves de Melo, aplicou multa de R$ 300 mil ao Sindicato dos Rodoviários, ainda pela paralisação de ontem (07/05), que deixou sem circular os ônibus das empresas Vegas, Via Verde, Global, Líder e São Pedro.
O pedido da multa foi feito pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), que também arguiu a inconstitucionalidade do movimento.
David Melo, no despacho, afirma que a greve foi “abusiva e ilegal” porque “não respeitou os requisitos previstos na Lei de Greve”. O valor de R$ 300 mil foi calculado com base em decisão anterior, que multava em R$ 100 mil pela paralisação, mas o juiz permite o agravamento para R$ 200 mil. Isso elevaria o valor a ser pago pelo Sindicato para R$ 400 mil.
A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) afirma que 50% da frota da cidade parou e o Sinetram estima que mais de 400 mil pessoas foram prejudicadas com a greve. O movimento de hoje (08/05) é o motivo que o juiz afirma ser necessário para esse agravamento.
Veja mais notícias em Cidade