A criação da CPI da Pedofilia na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) foi aprovada por unanimidade pelos 21 deputados que participaram da reunião convocada pelo presidente Josué Neto (PSD), nesta quarta-feira (12/03). Eles também decidiram por 12 votos a 9 que a comissão só será instalada após o período eleitoral.
Os parlamentares ficaram cerca de quatro horas reunidos, discutindo vários aspectos referentes ao foco das investigações e data da instalação da comissão. Ao final, o presidente colocou em votação e a maioria os deputados decidiu pela instalação da CPI após as eleições.

O deputado Sinésio Campos, líder do Governo, votou a favor da instalação imediata da CPI. Foto: Divulgação.
De acordo com Josué, a reunião foi conduzida de forma democrática e as decisões saíram por votação de todos os 21 deputados presentes. No caso da aprovação e criação da CPI, houve apoio total ao requerimento do deputado Luiz Castro (PPS) que pede a criação da comissão investigativa. Depois houve a discussão a respeito da instalação e os deputados chegaram ao consenso de colocar a questão em votação. Venceu o grupo de 12 deputados que votaram pela instalação depois do período das eleições.
O presidente Josué Neto apontou os dois principais motivos colocados pelos deputados para a proposta de adiamento da instalação da CPI. O primeiro, pelo fato de já existir uma CPI (da Telefonia) na Casa, o que deixa a Assembleia Legislativa sem condições administrativas de tocar duas comissões ao mesmo tempo. Além disso, se fosse instalada agora, a CPI da Pedofilia terminaria por volta de 15 de julho, já no período eleitoral. E entre instalar e suspender durante o período eleitoral, os deputados decidiram iniciar depois das eleições.
Após as decisões tomadas durante a reunião, o requerimento do deputado Luiz Castro, assinado por 23 dos 24 membros do poder, será lido nesta quinta-feira (13) no plenário, durante a ordem do dia, para consolidar a aprovação da criação da CPI. O deputado Josué Neto disse que as decisões foram tomadas após discussões políticas em torno das questões colocadas à mesa, e acatadas por todos após a votação.
O deputado Luiz Castro reconheceu a condução democrática do processo pelo presidente Josué Neto e disse que mesmo discordando da proposta de adiar a instalação, para a qual votou contra juntamente com outros oito colegas, tem de acatar a decisão da maioria.
O líder do governo Sinésio Campos (PT) também votou a favor da instalação imediata da comissão, mas concordou com Castro na questão do voto vencido. “Gostaria de deixar bem claro a todos, não houve no processo de deliberação, nenhum tipo de condução governamental. O colégio de deputados que decidiu adiar a instalação da CPI”, afirmou.
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