Aproximadamente mil alunos, de 3 a 14 anos, da rede municipal de ensino vão ter aulas de jiu-jítsu como ferramenta pedagógica, neste ano, por meio do Projeto Aprender, Conviver e Lutar.
Na manhã desta sexta-feira, 21 de fevereiro, o programa, que tem auxiliado no combate à evasão escolar, teve a aula inaugural realizada na quadra do Centro de Educação Infantil (Cmei) Padre Pedro Gabriel, na Rua Libertador, Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul de Manaus. Os alunos do projeto colocaram quimonos e faixa e foram para o tatame.
O Aprender, Conviver e Lutar começou, em 2013, em três escolas e atendeu 265 alunos. O resultado do projeto foi tão positivo que, neste ano, o número de participantes mais que triplicou. Vão ser atendidos 960 estudantes de 3 a 14 anos, em oito escolas polos, distribuídas em todas as zonas de Manaus.
Segundo o secretário de Educação Humberto Michiles, a prática do esporte na escola trouxe uma melhoria significativa no rendimento escolar dos alunos e se mostrou eficaz no combate à evasão escolar, por isso houve o investimento para ampliação.
As aulas do Projeto Aprender, Conviver e Lutar são realizadas duas vezes na semana, com uma hora de duração cada, e dividida em três momentos. No primeiro, é feita a saudação inicial.
Em seguida é trabalhada a parte física com corrida, cabo de força e circuito com bolas e cones. A terceira e última etapa trabalha os golpes do jiu-jítsu, ensinados de acordo com a faixa-etária dos alunos.
O coordenador do projeto, professor Ronnie Melo, bicampeão brasileiro na categoria peso superpesado e atual campeão do Miami Open, acredita que o principal legado do Aprender, Conviver e Lutar não é formar campeões do esporte, mas campeões da vida.
O funcionário público Edmilson Freire, pai da estudante Eliana, de 6 anos, percebeu melhoras no comportamento da filha, após ela começar a praticar o esporte.
Todos os equipamentos necessários para as aulas são doados pela Prefeitura. Cada criança recebe seu quimono e as escolas são equipadas com tatames de qualidade e os professores são educadores físicos da Semed.
O projeto visa usar o jiu-jítsu para potencializar as habilidades mentais, sociais e motoras dos estudantes, e tem conseguido alcançar os objetivos propostos.
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