Mais de 100 mil espectadores, 4.672 artistas locais em cena, quatro palcos, 22.904 empregos diretos e indiretos. Esses números dão uma ideia da grandiosidade do espetáculo “Glorioso – O Desejo de Natal”, que encantou o público na noite desta quarta-feira (25/12), no Largo de São Sebastião, no Centro de Manaus.

Um show de fogos e luzes marcou o encerramento do concerto de Natal “Glorioso”. Fotos: José Rodrigues.
Este ano, o concerto de Natal contou a história do nascimento de Jesus, dividida em três atos, com foco em Bonates, guardião do Teatro Amazonas. Antes da abertura do espetáculo, o arcebispo Dom Sérgio Castriani falou sobre o verdadeiro significado do Natal para os cristãos e pediu que esse sentimento se prolongue ao longo do ano.
Após a apresentação de um vídeo sobre os personagens do show, começou a espetáculo, que reuniu dança, música e teatro, em apresentações distribuídas nos quatro palcos ao redor do Teatro Amazonas.
O secretário de Estado de Cultura (SEC), Robério Braga, revelou que estuda uma mudança de local para o Concerto de Natal de 2014, que pode ser realizado na Arena da Amazônia ou no Sambódromo. Ele também afirmou que essa edição do concerto de Natal superou a de 2012. “Tivemos um aparato tecnológico maior este ano em relação à primeira edição do “Glorioso”.
A história
“Glorioso – Um Desejo de Natal” conta a história de cinco crianças – Thiago, Mariana, Juliana, Diego e Ceci – que durante a visita ao Teatro Amazonas conhecem Bonates, que lhes mostra o verdadeiro significado da festa.
A escolha de Jorge de Brito Inglês Bonates como fio condutor e narrador de “Glorioso – Um Desejo de Natal” não foi ao acaso. Foi mais uma justa homenagem para alguém que dedicou boa parte de sua vida a cuidar do Teatro Amazonas com amor, entusiasmo total e muito além do que exigia sua função de “auxiliar do teatro”, em um período da história em que o principal patrimônio cultural e histórico do Estado esteve em segundo (ou terceiro) plano nas políticas públicas.
Registros e documentos das décadas de 50 e 60, mostram que Bonates fazia de tudo um pouco. Do conserto das máquinas utilizadas para “aparar capim” nas áreas externas à administração do almoxarifado. Nas poucas horas vagas, relatos da época falam ainda do carinho especial com as crianças que visitavam o local e a quem ele levava pessoalmente para conhecer a plateia e os camarotes.
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