08/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

PM atropela e mata motociclista na Cidade Nova. Tio da vítima diz que acusado foi ‘protegido’ por policiais

Publicado em 30 de novembro, 2013

O soldado da Polícia Militar (PM) Vicente de Souza Melo foi preso em flagrante após ter atropelado duas pesssoas em uma motocicleta, na avenida Max Teixeira, bairro Cidade Nova, Zona Norte, na madrugada deste sábado (30/11).

O motorista de ônibus Kelson Pinto, 24, um dos ocupantes da moto, não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital, e seu colega João Malisson, 35, ficou ferido e está internado no Hospital João Lúcio. Os dois estavam a caminho do trabalho quando ocorreu o acidente.

O policial foi autuado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, no 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na Cidade Nova, Zona Norte. De acordo com policiais, Souza Melo aparentava sinais de embriaguez.

Vereador denuncia policiais

O tio de Kelson Pinto, o vereador Professor Samuel (PPS), denunciou policiais civis e militares do 6º Departamento Integrado de Polícia (DIP), da Cidade Nova, nas Corregedorias das respectivas instituições por darem cobertura para a  fuga do soldado da PM Vicente de Souza Melo.

“O colega do meu sobrinho nos informou que o policial militar tinha acabado de comprar bebidas em um posto de gasolina e entrou na contramão para evitar o retorno que ficava a 100 metros do local do acidente. Nesse caminho, ele colidiu de frente com os rapazes que iam na motocicleta rumo ao trabalho. É revoltante”, declarou o vereador.

Ele afirmou também que o policial chegou a ser ouvido no 6º DIP, mas foi “orientado” pelos colegas do próprio Distrito a deixar o local para fugir do flagrante. Segundo Samuel, o carro do policial ficou apreendido no DIP. “Eles priorizaram o corporativismo em detrimento  do respeito à sociedade. Não é porque é meu sobrinho, temos que denunciar qualquer ato de injustiça daqueles que deveriam nos proteger”, declarou.

Samuel afirmou ainda que a imprensa chegou a informar que o policial tinha sido ouvido na Corregedoria da Polícia Militar, mas a presença de Vicente de Melo não foi confirmada no local. “Como os policiais do 6º DIP tinham dado cobertura ao colega inventaram para imprensa que ele tinha sido ouvido na Corregedoria, mas estive neste sábado no local e não havia registro da passagem dele. Era para esse senhor (Vicente de Souza) estar preso se não fosse a ilegalidade e a imoralidade praticada por seus amigos da Polícia”.

 

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