O empresário Waldemarino Damasceno, pai da estudante Danielle Damasceno, a Danny, decapitada aos 20 anos, no dia 19 de março de 2001, fez revelações bombásticas hoje (20/11), ao programa Manhã de Notícias, da Rede Tiradentes. “Quem matou minha filha não foi o Fred, mas o Alídio Lemos, filho do coronel Lemos”, afirmou ele.
O pai de Danny revela que, na noite do crime, uma amiga da filha, Tatiane, foi buscá-la em casa, às 2h. E se emociona ao confessar: “Minha filha, jamais imaginei, mas usava drogas. Ainda hoje há várias meninas pobres que saem com rapazes de classe mais alta e consomem drogas”, disse. O grupo foi diminuindo, à medida que a noite avançava, sendo reduzido a Fred, Alírio e Marcelo, este, filho do também coronel PM Victor. “Hoje eu sei que o Marcelo saiu antes e o Fred só soube que não matou minha filha dois meses depois porque, naquela noite, ele estava dormindo no banco de trás do carro, completamente drogado”, acusa.
Fred Fernandes Filho foi condenado a 18 anos de prisão, em 2003, pela morte de Danny, de quem era namorado, e cumpre a pena, por progressão, em regime semiaberto. O coronel Júlio César Lemos, à época comandante do Estado Maior da Polícia Militar, já foi para a reserva. Waldemarino Damasceno e a esposa, Terezinha de Jesus Rocha, são acusados de matar o pai de Fred, o técnico agrícola Fred Fernandes, no dia 10 de junho de 2001. O julgamento dos dois está marcado para o dia 28/11.
Oito pessoas foram mortas por causa do crime. Sete eram policiais, além do pai de Fred. Os policiais Olavo Luiz Farias Paixão e Ronaldo Melo da Silva foram condenados a 33 anos e oito meses de prisão, dia 20/11 deste ano. Claudiney da Silva Feitoza já havia recebido, anteriormente, a mesma sentença. O processo tem 11 volumes.
Damasceno, que tem parte do corpo coberto por uma psoríase, doença de fundo nervoso desenvolvida após a morte da filha, fez diversas acusações e reclamou de ter tido o direito de defesa cerceado. “Até hoje não consegui uma acareação com o soldado (José Ademir) Pinto Dutra, que afirma ter sido testemunha de que eu contratei, com dois coronéis (Aroldo e Roosevelt), em três encontros, a morte de Fred”, relata.

O pai de Danny levanta a camisa para mostrar o corpo coberto pela psoríase, doença de fundo nervoso que adquiriu após a morte da filha
Terezinha, mãe de Danny, tem problemas mentais, hoje mora na cidade de Parnamirim, com autorização judicial. “Ela passa a maior parte do tempo numa cama, mas está à disposição da Justiça”, disse o marido.
Ouça, abaixo, a íntegra da entrevista de Waldemarino Damasceno e as diversas acusações que ele faz. E, em seguida, clique aqui para ouvir a defesa do promotor Fábio Monteiro:
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