21/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Municípios do Baixo Amazonas ficam 40 horas sem sinal, após moradores do Distrito de Pedras, em Barreirinha, cortarem cabos de torre da Vivo

Publicado em 17 de novembro, 2013

Após passar mais de 40 horas sem o sinal da Vivo, os usuários da operadora em Parintins, Barreirinha e Nhamundá, no Amazonas, e Terra Santa, no Pará, tiveram os serviços retomados na noite deste domingo (17.11). O serviço foi interrompido por por causa da ação de moradores do Distrito de Pedras, interior de Barreirinha, que cortaram o cabo de transmissão da torre, instalada na localidade, por volta das 21h da última sexta-feira (15). Equipe técnica da empresa foi enviada ao local para restabelecer o serviço, mas foi impedida de entrar na área por comunitários.

O restabelecimento do sinal só foi autorizado depois que membros da “CPI da Telefonia” intermediaram um acordo entre os moradores da Comunidade de Pedras e a prestadora de serviços. Somente após a assinatura do termo, a empresa enviou novos técnicos ao local, por voltas das 11h deste domingo.

No Termo de Compromisso, a Vivo se comprometeu em, um prazo máximo de 30 dias, cobrir com o sinal da operadora a Comunidade de Pedras, a qual abriga uma torre que garante os serviços da concessionária aos municípios de Parintins, Barreirinha e Nhamundá e à cidade de Terra Santa, no Pará.

O sinal foi interrompido pelos moradores da Comunidade de Pedras que cortaram o cabo da antena da Vivo, em cumprimento à ameaça feita durante visita de membros da CPI no mês de outubro. Há anos, os comunitários solicitam o rebaixamento do sinal à operadora, uma vez que a localidade abriga a torre da concessionária.

Em oitiva com representante da Vivo, na semana passada, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), o presidente da “CPI da Telefonia”, deputado estadual Marcos Rotta (PMDB), já havia feito o alerta para o problema.

Segundo Rotta, por não serem beneficiados com a cobertura da torre da Vivo instalada na região, os moradores da comunidade cortaram o cabo da antena geradora de sinal da concessionária e não permitiram a entrada de técnicos na área. “Fomos comunicados da situação e o deputado Marcelo Ramos, que é relator da CPI, foi designado pela comissão a intermediar a negociação. No entanto, essa não foi uma tarefa fácil. Os comunitários estavam inflexíveis, mas no fim deu tudo certo e o sinal foi retomado”, explicou o parlamentar.

Na avaliação de Rotta, essa situação extrema da Comunidade de Pedras deve ser tomada como lição tanto pela Vivo quanto pelas outras operadoras, pois demonstra que a população já atingiu o limite do tolerável e está cansada de ser ignorada pelas empresas que prestam serviços de má qualidade.

De acordo com o deputado Marcelo Ramos (PSB), um dos relatores comissão, a população só consentiu a entrada de técnicos no local após uma longa negociação. “Os moradores não tinham mais paciência com a Vivo. Se não fosse o aval da CPI na hora da assinatura do Termo de Compromisso, eles não tinham permitido a entrada da equipe de manutenção no local”, explicou Ramos.

O relator informou ainda que, embora o prazo firmado em acordo seja de no máximo 30 dias, a Vivo deverá liberar o sinal em até 20 dias à Comunidade de Pedras.

 

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