A população do Amazonas chegou a 3.683 milhões no ano passado. Um contingente de 53 mil pessoas a mais, em relação ao número contabilizado em 2011. Com isso, o Estado passou a ocupar a 14ª posição entre os mais populosos do país, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgada hoje (27), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na composição, os homens são maioria, com 50,48% da população. A pirâmide etária mostra que a população amazonense está envelhecendo. A proporção de idosos, com 60 anos ou mais, passou de 7,02% para 7,68%. Entretanto, vale ressaltar que a maior parte está concentrada entre 25 e 39 anos – um total de 877 mil, ou seja, 23,81%.
Quanto à cor ou raça, a predominância é de pessoas pardas no Amazonas, um índice de 71,52% do total. Outras 21,3% das pessoas declararam-se brancas, 3,67% pretas, 2,93% indígenas e 0,43% amarelas.
De acordo com informações do PNAD ainda, enquanto a taxa de residentes naturais diminuiu no Estado de 88,7% para 86,13%, os imigrantes saltaram de 11,29% para 13,85% de 2011 para 2012. Os paraenses formam a maior colônia de migrantes. No ano passado, eles alcançaram a marca de 199 mil no Amazonas — 5,4% da população. Depois, os grupos mais representativos são de acreanos (1,8%) e maranhenses (1,3%).
Analfabetismo
Com uma queda de 1,4% em oito anos, os analfabetos — com cinco anos ou mais de idade — ainda somavam uma massa de 384 mil pessoas no Estado no ano passado. Por grupo de idade, percebe-se o analfabetismo presente, principalmente, entre as crianças de 5 a 7 anos.
O problema atinge também idosos acima de 60 anos, onde 27% são analfabetos — um total de 77 mil pessoas. Já os adultos entre 30 e 59 anos formam um grupo de 106 mil analfabetos, sendo 70 mil morando nas cidades e 36 mil na zona rural.
Renda e serviços
Maioria dos domicílios amazonenses esteve “sustentada” por uma renda média mensal de mais de um a dois salários mínimos, um índice de 25% em 2012. Outros 20% tinham rendimento entre mais de três a cinco salários mínimos. Um total de 132 mil domicílios obtinha, por mês, até R$ 472 (14,2%). E também 16 mil domicílios declararam não ter rendimentos (1,7%).
Em um número global de 928 mil domicílios particulares no Estado, 78% eram próprios e 16% alugados. Embora a maior parte de casas, a opção por morar em apartamentos só cresce a cada ano. Em 2004, eram 11 mil apartamentos. Oito anos depois, em 2012, eles saltaram para 103 mil. Entre os domicílios alugados a preferencia por apartamento já superou as casas.
Quanto a serviços essenciais, 72% de domicílios eram ligados à rede geral de água. Por outro lado, 259 mil domicílios tinham outra forma de abastecimento d’água como poços artesianos, poços cavados, cacimbas, igarapés e rios. Na questão do esgotamento sanitário, 876 mil (94%) declarou possuir rede coletora, fossa séptica, fossa rudimentar outro tipo. E, 52 mil domicílios não tinham esgotamento sanitário. Também 78% dos domicílios possuíam coleta diária de lixo. No entanto, 16% não eram atendidos pela coleta diária, principalmente aqueles localizados na zona rural. A energia elétrica era o serviço que mais estava presente nos domicílios amazonenses; 97% declararam possuir eletricidade em suas casas.
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