A prisão do missionário Warren Scott Kennell, cidadão norte-americano preso em Orlando (EUA), dia 31/05 deste ano, acusado de pedofilia, levou a Polícia Federal a realizar, hoje (12/09), a Operação Ímpio, cumprindo 18 mandados, 11 de busca e apreensão e sete de condução coercitiva, em Manaus e Cruzeiro do Sul (AC). Ocorreu uma prisão, de um dos envolvidos, que tinha vasto material pornográfico em seu poder e fazia distribuição via internet.
Warren trabalhou em Manaus e Cruzeiro do Sul durante os 18 anos em que permaneceu no Brasil. A Missão Novas Tribos do Brasil (MNTB), à qual ele pertencia, divulgou nota afirmando que o mesmo foi desligado imediatamente após a prisão. “A MNTB protocolou, junto à Polícia Federal, no dia 07/06/2013, ofício… informando que o referido ex-missionário havia deixado objetos nas dependências da organização”, afirma nota enviada pela missão, que tem cunho interdenominacional, isto é, tem gestão compartilhada por várias igrejas evangélicas. Foi a partir daí, segundo a nota, que se desenrolou toda a operação.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Defesa Institucional da PF-AM e contou com a participação da agência norte-americana U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE), que desenvolve um trabalho de parceria com a instituição brasileira em diversas investigações de repressão à pornografia infanto-juvenil na Internet.
Warren Scott Kennell, ao ser preso, tinha grande quantidade de material pornográfico infantil em seu computador pessoal, com cenas protagonizadas por ele próprio. O missionário admitiu, ao ser interrogado pelas autoridades norte-americanas do ICE, ter molestado pelo menos quatro menores no Brasil, na faixa etária de 12 anos, possivelmente indígenas, reconhecendo também que tirou fotos pornográficas de todas estas crianças.
O preso hoje, cujo nome não foi revelado porque a investigação corre em segredo de Justiça, tinha fotografias e vídeos contendo cenas de sexo envolvendo crianças e adolescentes, que eram compartilhadas na internet através de redes sociais, fóruns de discussão, grupos de e-mail e programas de compartilhamento de arquivos.
Sobre a versão de que a PF agiu após a manifestação da própria missão, uma fonte da instituição disse hoje ao blog que não há registro disso. “O que fica patente no episódio é que o trabalho dessas missões no Brasil precisa de mais transparência e vigilância”, disse a fonte.
Clique aqui e veja a nota divulgada pela Missão Novas Tribos do Brasil hoje.
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