O anúncio da Azul Linhas Aéreas de que vai reduzir o número de vôos para o interior do Amazonas, devido à falta de infraestrutura nos aeródromos da região, levou o líder da maioria na Assembleia Legislativa do Estado (ALEAM), Marco Antônio Chico Preto (PSD/AM), a propor a realização de uma audiência pública após o feriado de 5 de Setembro para passar a limpo a atuação da empresa no Estado.
Em breve pronunciamento, Chico Preto disse que o anúncio da Azul preocupa e vai gerar prejuízos sócio-econômicos e de ordem cultura e administrativas, e lembrou que a empresa conta com incentivos fiscais do Governo do Amazonas, por meio da desoneração da alíquota do ICMS, mas não vem oferecendo um serviço razoável e precisa prestar esclarecimentos sobre a sua atuação.
“A aviação regional vive uma situação constrangedora, porque a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) tem se comportado de forma equivocada, apresentando o que costumamos chamar de ‘conversa de Clóvis para Raimundo’. Quer dizer, no papel afirma uma coisa, mas extra-oficialmente o discurso apresentado é outro”, disparou.
Chico Preto também fez questão de destacar que providências imediatas precisam ser adotadas, porque, em um primeiro momento, as populações de Fonte Boa, Tonantins, Jutai e Juruá, na mesorregião do Alto Solimões, bem como as de Tefé, São Gabriel da Cachoeira,Coari e Fonte Boa, vão ser penalizadas com a suspensão e redução de vôos da Azul Linhas Aéreas.
“Não podemos ficar no calabouço da omissão, porque dinheiro do povo do Amazonas está sendo usado para financiar as operações da Azul no Amazonas”, afirmou Chico Preto, criticando o posicionamento da ANAC, que insiste em manter o monopólio da Azul no interior do estado, ao não permitir que outras empresas voem para os destinos atendidos pela companhia.
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