Uma legião de fãs foi curtir o som pesado e alucinante da banda Soulfly, de Max Cavalera, e de bandas locais na noite de sexta-feira (23/08), no Manaú Rock Festival. Segundo a Polícia Militar, pelo menos oito mil pessoas estavam presentes no Anfiteatro da Ponta Negra e áreas próximas.
O rock de Manaus abriu a noite de apresentações com a banda de thrash metal “Jarakillers”, considerada uma das melhores da cena local. Depois veio a “Eutanase”, que tocou músicas próprias e clássicos do thrash e, por fim, a banda “Nekrost” que está há 15 anos no cenário musical do rock de Manaus e mostrou ser uma das mais prestigiadas. Os shows das bandas locais agradaram aos fãs que desde as 18hs já lotavam o anfiteatro. Jovens, adultos a até crianças acompanhadas dos pais roqueiros, dançavam e repetiam o “head bangers”, famoso movimento de cabeça característico da tribo que gosta do estilo.
O Manaú Rock Festival fez uma homenagem ao radialista Joaquim Marinho e ao jornalista Aldísio Filgueiras, dois nomes importantes da cena do rock amazônico da década de 60. Precursores do rock em Manaus, eles realizaram em 1969 o primeiro festival de Rock da Cidade, “Festival do Lixo”, que reuniu as bandas e músicas reprovadas no festival de música da antiga UA – Universidade do Amazonas – que, na época, chamava as músicas reprovadas de “lixo” dando origem ao evento.
Joaquim Marinho, que estava presente no evento acompanhado da família, se mostrou emocionado com as demonstrações de carinho dos fãs. “Estou revivendo os momentos marcantes do Festival do Lixo, que aconteceu aqui mesmo na Ponta Negra. Ver essa juventude lotando isto aqui, brincando, dançando, é curtidíssimo”, disse Joaquim.
Antecedendo o show principal, aconteceu a apresentação da MX, banda de thrash de São Paulo, que acompanha a Soulfly na turnê. A apresentação durou cerca de 1 hora e 15 minutos.
O ápice da noite aconteceu com a Soulfly. O líder Max Cavalera saudou os fãs dizendo que depois de 25 anos sem vir a Manaus estava feliz em ver tanta gente jovem que gosta de rock. Ele agradeceu à Prefeitura por dar essa oportunidade ao público local. “Nunca vi isso em lugar nenhum. O pode público realizar um evento deste porte para o público de heavy e thrash metal, ainda mais gratuito”, disse Cavalera.
O diretor presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Bernardo Monteiro de Paula, assistiu aos shows e reafirmou o compromisso da prefeitura de abrir espaço para todos os estilos musicais. “A Prefeitura quer mostrar as diversas vertentes culturais, respeitando suas diferenças e proporcionando ao povo da cidade acesso a essas manifestações, por isso nossos eventos são gratuitos. Essa é a forma democrática que define a gestão do prefeito Arthur Virgílio Net”, disse Bernardo.
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