30/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Ministro do Esporte afirma que ‘já sabia’ do atraso de Manaus na preparação para Copa. Estado se defende com projetos aprovados

Publicado em 13 de agosto, 2013

Apresentado na semana passada aos ministérios de Planejamento e das Cidades e orçado em aproximadamente R$ 1 bilhão, o projeto de mobilidade urbana dos governos municipal e estadual para Manaus aparece na imprensa nacional, por dois dias consecutivos (ver links abaixo), como um “paliativo” para as necessidades da cidade na Copa do Mundo de 2014.

Formatado a dez meses do mundial de futebol, o pacote de obras é apresentado como alternativo e substituto ao projeto inicial – que previa obras do monotrilho e BRT (avaliadas em R$ 2 bilhões), mas já descartado de ficar pronto antes do evento esportivo.

Em “Projeto original fracassa e políticos criam novo plano de obras para Manaus a 10 meses da Copa”, publicado no Blog do Vinicius Segalla, do Uol, se fala em ‘abandono’ do planejamento original, em execução desde janeiro de 2010, sob a justificativa de não ficar pronto a tempo.

No texto, ainda, Segalla coloca ‘em xeque’ a eficácia do projeto apresentado na semana passada para a Copa do Mundo em Manaus, uma vez que somente a primeira fase estará concluída até junho de 2014. A partir de recursos do PAC da Copa, estão previstas dez obras, entre abertura de corredores viários e ampliação de avenidas na cidade.

Pelo disposto no projeto levado a Brasília, são mais de R$ 800 milhões em recursos federais para execução de nove projetos dentro do PAC da Mobilidade (pelo Governo do Amazonas) e R$ 153 milhões para o “Corredor da Copa” na capital amazonense, a ser executado pela Prefeitura de Manaus.

Arena da Amazônia é a única obra da Copa que está dentro do prazo. Foto: Chico Batata/ Agecom/ Divulgação

Arena da Amazônia é a única obra da Copa que está dentro do prazo. Foto: Chico Batata/ Agecom/ Divulgação

 

‘Descrente’

Em matéria de hoje, também do UOL, assinada por Aiuri Rebello, a repercussão é com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que diz não ter acreditado, desde o início, na execução das obras de mobilidade urbana na capital amazonense, por conta “da falta de recursos federais e problemas de licenciamento ambiental nos projetos”. Porém, ele afirma que o novo plano de obras terá total apoio do Governo Federal.

 

Governo justifica

Em nota, Governo do Amazonas esclarece que, diferente do publicado no portal de notícias UOL, o conjunto de projetos de mobilidade urbana não tem relação com a realização da Copa do Mundo de 2014, mas para melhoria de vida em Manaus.

Segundo o texto, a proposta foi em resposta à demanda do próprio Ministério, como parte das contribuições que o Governo Federal tem solicitado de todos os Estados brasileiros para desenhar o Pacto Nacional de Mobilidade.

Orçadas em quase R$ 800 milhões, as propostas do Estado preveem construção de complexos viários interligando as zonas Leste a Oeste da capital, um novo complexo para facilitar o fluxo na saída da ponte Rio Negro, na Zona Oeste, e outro entre os bairros da Chapada e Parque das Laranjeiras, na zona Centro-Sul. Entre as propostas estão ainda os corredores viários da Avenida do Futuro, da Colônia Antônio Aleixo e dos Franceses, além da interligação da BR-174 com a Avenida do Turismo.

Em relação ao monotrilho e ao BRT, o Governo do Estado esclarece que pediu a retirada dos projetos da Matriz de Responsabilidades para a Copa do Mundo, e foi atendido pelo Grupo Executivo da Copa (Gecopa). Isso porque, caso continuassem na Matriz, as obras teriam que ser concluídas no primeiro semestre de 2014 e, de acordo com o cronograma atual, as obras serão entregues em 2015.

O Estado não qualifica as duas intervenções como ‘indispensáveis’ para o evento esportivo, porém importantes para a mobilidade urbana na capital. O projeto de mobilidade para a Copa do Mundo, que foi aprovado pela FIFA em 2010, inclui apenas o atual sistema de transporte convencional de Manaus.

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