A demolição dos restos do Centro Pastoral, antigo Aviaquário, executada pela Secretaria Municipal de Insfraestrutura (Seminf), foi uma ação solicitada pela Arquidiocese de Manaus à Secretaria Municipal do Centro (Semc), em maio deste ano. Na ocasião, a Semc encaminhou o documento da Arquidiocese à Seminf para que fossem tomadas as devidas providências em relação ao pedido feito à Prefeitura. A mureta fica localizada em frente à Igreja da Matriz, no Centro da cidade.
Segundo o ofício de solicitação da Igreja Católica, a demolição do Aviaquário já havia sido iniciada em maio de 2011, mas não foi concluída. No documento, a Arquidiocese declarou que os restos da estrutura atraíam moradores de rua e usuários de drogas, que ocupavam o espaço indevidamente, pulando o muro e quebrando os cadeados que fecham o portão de acesso. Outro ponto observado foi a possibilidade de acúmulo de água, o que poderia originar focos de multiplicação e transmissão de doenças.
De acordo com o Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), antes de ser retomado o processo de demolição, foi feita uma pesquisa junto a acervos históricos de Manaus e ficou constatado o local não faz parte do conjunto arquitetônico da Matriz que é tombado pelo patrimônio histórico. Registros também mostram que a mureta alvo da ação foi erguida posteriormente à construção da igreja para cobrir o antigo Aviaquário, desativado há anos.
Depois disso, foi feito uma nova reunião entre órgãos da Prefeitura de Manaus e do Governo do Estado – Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Secretaria do Estado da Cultura e Implurb -, que discutiram o processo de revitalização do Centro. O Implurb chegou a mandar ao local fiscais da Divisão de Patrimônio Histório (DPH), que constataram que nenhuma edificação tombada pelo poder público estava sendo atingida.
O reordenamento da Praça da Matriz faz parte do processo de revitalização do Centro de Manaus, projeto coordenado pela Prefeitura. Todos as edificações históricas serão respeitadas.
Iphan quer mais explicações
A Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Amazonas (Iphan-AM) informou à Secretaria Municipal do Centro (Semc) que encaminhará notificação à Arquidiocese de Manaus, na pessoa do padre José de Albuquerque, pelo pedido demolição dos restos Centro Pastoral da Igreja da Matriz. O órgão quer saber mais detalhes sobre o que causou a solicitação de intervenção no local, datado do início da década de 1980.
Isso porque o Centro Histórico de Manaus foi tombado com mais de 2,5 mil imóveis e qualquer intervenção a ser realizada na área deve ter o consentimento do órgão. Desta forma, como a demolição foi uma demanda da Arquidiocese de Manaus, e quem responde como proprietário equivalente do imóvel atualmente é o padre José de Albuquerque, o documento será encaminhado à Igreja pedindo maiores informações. O prazo para entrega da notificação, segundo o Iphan, é de aproximadamente cinco dias.
De acordo o ofício de solicitação da Igreja Católica, a demolição da estrutura já havia sido iniciada em maio de 2011, mas não foi concluída. No documento, a Arquidiocese declarou que os restos da estrutura atraíam moradores de rua e usuários de drogas, que ocupavam o espaço indevidamente, pulando o muro e quebrando os cadeados que fecham o portão de acesso. Outro ponto observado foi a possibilidade de acúmulo de água, o que poderia originar focos de multiplicação e transmissão de doenças.
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