Profissionais fisioterapeutas irão realizar, nesta terça-feira, às 15h, uma manifestação pública na Bola do Coroado, zona Centro-Sul de Manaus, cobrando a realização do concurso público, anunciado pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) em abril deste ano.
O evento, que conta com o apoio da Associação dos Fisioterapeutas do Amazonas (Asfiam), é uma iniciativa dos profissionais formados na área de Fisioterapia em Manaus, que aguardam com expectativa a realização do concurso público da Susam.
Segundo o vice-presidente da Asfiam, Rossine Fernandes, durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) no final de abril deste ano, a Susam anunciou a realização do concurso público para contratação de diversos profissionais de saúde, dentre eles cerca de 200 fisioterapeutas.
Em entrevista a um jornal local, no dia 7 de maio, o secretário da Susam, Wilson Alecrim, confirmou que o concurso seria anunciado em 20 dias, o que não ocorreu. “Toda a categoria, formada por mais de 5 mil profissionais, está aguardando esse concurso devido às carências de vagas na área. Queremos que seja feito para evitar processos seletivos que são realizados sem ampla divulgação e muitas vezes direcionados”, destacou Rossine.
Ele ressalta ainda a grande carência de atendimento fisioterapêutico nas redes municipal e Estadual de saúde. Rossine explica que o Estado possui cerca de 5 mil profissionais formados em Fisioterapia, sendo que somente 1.600 têm registro profissional. “A maioria não se registra por conta do baixo índice de empregos na área apesar da demanda reprimida de atendimento que chega a três mil pacientes sem tratamento por mês em Manaus”, afirmou.
De acordo com Rossine, o tratamento de Fisioterapia consiste em sessões que precisam ser feitas de forma contínua e interrupção do tratamento pode piorar a situação do paciente. “Temos pacientes que precisam fazer dez sessões e só conseguem fazer uma, porque a próxima é programada para depois de 60 dias e eles desistem e não têm dinheiro para pagar um tratamento particular. Isso só piora o restabelecimento e cria um problema em cadeia”, explicou.