Encerrando o 48º Festival Folclórico de Parintins, o Garantido encerrará a trilogia com o tema “Resistência e consagração” que deve reviver sua história mostrando ainda que começa, a partir desse ano, uma nova etapa, com mais cem anos, num novo centenário que surge. Segundo a Coordenação de Artes, depois que passa aos herdeiros de Lindolfo Monteverde, a brincadeira ganha outro formato e sua fama se espalha pelo Brasil como uma das maiores expressões culturais do Norte. É justamente essa transição que o bumbá pretende mostrar na última noite deste ano.
O bumbá da Baixa abre sua noite com a Lenda Amazônica do gigante Juma, criada pelo artista Francinaldo Guerreiro. Dentro do roteiro, o Juma desperta para defender a “Mãe Natureza”. É também a vez da Celebração Folclórica, “Resistência e consagração”, com alegoria de Antônio Cansanção. Nessa alegoria está prevista uma homenagem a Ajuricaba e Zumbi dos Palmares, símbolos da resistência de índios e negros. Depois entra a Figura Típica Regional Juteiro, que é uma alegoria do artista Vandir Santos, que sofreu um acidente na primeira noite, mas já se recuperou.
O Ritual Indígena Ofaié – mito da criação da fauna – surge em alegoria de Jairzinho Mendes. Será responsável por encerrar a participação do Garantido. A alegoria terá seres híbridos e um enorme Bugio que transforma os índios ofaiés nos bichos do mundo.
Nesta noite, uma das novidades, que deve surpreender a galera será um cavalo mecânico. A dúvida desta noite é se o Garantido mantém um repertório onde a galera interaja ou se prevalece o boi extremamente técnico da primeira noite.
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