21/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Segundo protesto em Manaus tem pouca adesão. Manifestantes entregam documento com reivindicações ao prefeito

Publicado em 24 de junho, 2013

Cerca de 700 pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar (PM), participaram de uma manifestação na tarde desta segunda-feira (24/06), no centro de Manaus. A concentração foi no Largo São Sebastião, às 14h30, e os manifestantes seguiram até o Palácio Rio Branco, na avenida Sete de Setembro, onde o prefeito Arthur Neto também despacha, para fazer a entrega de um documento com as principais reivindicações do movimento.

Os manifestantes entregaram o documento à comissão formada por secretários municipais.

Os manifestantes entregaram o documento à comissão formada por secretários municipais.

A pedido do prefeito Arthur Virgílio Neto, que está em Brasília, uma equipe da Prefeitura de Manaus recebeu o grupo de manifestantes para a entrega da pauta de reivindicações referentes aos transporte coletivo. A comissão foi formada pelos secretários municipais de Governo, Humberto Michiles; Requalificação do Centro, Rafael Assayag; e superintendente Municipal de Transportes Urbanos, Pedro Carvalho.

O secretário Humberto Michiles afirmou que Arthur chega nesta terça-feira (25/06), e marcará uma data para receber representantes do Movimento Passe Livre (MPL). “O prefeito foi criado na luta democrática, afeito ao diálogo e tem propostas concretas da Prefeitura. Mas, em função da sua conversa com a presidente da República, aguarda também propostas do governo federal para que se possa melhorar a qualidade do sistema de transporte coletivo”, disse.

Manifestantes levaram cartazes e fizeram uma passeata pacífica.

Manifestantes levaram cartazes e fizeram uma passeata pacífica.

Michiles ressaltou algumas medidas que já foram anunciadas pelo prefeito, como a reforma dos terminais de integração, licitação para a construção de 200 abrigos nos pontos de ônibus – cem ainda este ano –, e recapeamento das vias da cidade. Ele lembrou ainda que Arthur foi o primeiro prefeito a reduzir a tarifa de ônibus, que passou de R$ 3 para 2,90.

“Infelizmente não é possível realizar todas as ações com a rapidez que se gostaria, mas os processos estão em andamento, as licitações estão em andamento e muitas das propostas trazidas pelo movimento já estão sendo executadas pela Prefeitura”, ressaltou o secretário.

Entre as reivindicações dos manifestantes estão a redução da tarifa de R$ 2,90 para R$ 2, passe livre para estudantes, regularidade nos horários dos coletivos e volta da ‘Domingueira’ – tarifa a R$ 1 aos domingos.

O superintendente Municipal de Transportes Urbanos, Pedro Carvalho, informou que as propostas dos manifestantes serão analisadas, mas que é preciso haver discussão. “Na redução da tarifa para R$ 2, por exemplo, imediatamente alguém tem que bancar R$ 16 milhões por mês de subsídio. Nós precisamos discutir quem faria isso e como se faria. Metade da tarifa, hoje, é para pagar os rodoviários, e eles não vão aceitar redução de salários. Então, a forma de se baixar tarifa, é investindo na infraestrutura para melhor a velocidade dos ônibus e, paralelamente melhor o nível de serviços”, disse.

Pedro Carvalho disse ainda que é preciso ter cuidado com a proposta de gratuidade no transporte coletivo. “A gratuidade vai dobrar o número de usuários. “Não estou dizendo que o passe de estudante não possa ser grátis. Pode, mas temos que estudar essa forma para poder chegar lá”, afirmou.

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