18/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Missão de fiscalização do IPAAM retorna do Purus com mais de R$4 milhões em multa

Publicado em 28 de maio, 2013

Fiscais do Ipaam encontram madeiras à deriva no Rio no caminho de volta a Manaus, desprendidas da jangada objeto da multa.

Fiscais do Ipaam encontram madeiras à deriva no Rio no caminho de volta a Manaus, desprendidas da jangada objeto da multa.

Mais de R$4 milhões em multas e apreensões por crimes contra a fauna e exploração ilegal de madeira marcaram a missão de fiscalização do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), realizada no período de 16 a 25 de maio em diferentes pontos do Rio Purus, afluente da margem direita do Rio Solimões (AM). O resultado da Missão foi divulgado nesta terça-feira (28).

O destino da missão composta por fiscais do Ipaam e Policiais Militares, era fiscalizar a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu Purus e a Reserva Extrativista Canutama, duas unidades de conservação estaduais acessadas pelo Rio Purus.

“A caminho das Unidades de Conservação, nos deparamos, no sábado à noite, com uma grande quantidade de madeira sendo transportadas entre a Foz de Tapauá e Tapauá, que quase fechava o Rio Purus no local em que estavam as madeiras”, relatou um dos fiscais do IPAAM.

Os fiscais calularam em torno de 3 mil peças de madeira, entre toras de madeira de lei, madeiras para travessa das jangadas e madeiras-bóia para a flutuação das jangadas.

Segundo os fiscais, a multa aplicada foi de R$4,737 milhões, com base na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.608/98) e Decreto 6.514/08 pelo transporte de madeira sem o Documento de Origem Florestal (DOF).

No percurso de volta das Unidades de Conservação, os fiscais perceberam madeiras à deriva no Rio e constataram terem sido desprendidas da jangada objeto da multa, pois em algumas delas era possível ver a marca do IPAAM feita durante levantamento das quantidades e tipos de madeira para definição do auto de infração.

Ainda mais duas jangadas de madeira já serradas em prancha foram abordadas em trechos do Rio Purus. Em razão da quantidade de madeira, as multas aplicadas foram de R$4.578,00 para uma e de R$570,36 para a outra.

Também no caminho de ida às Unidades de Conservação, a equipe de fiscais do IPAAM apreendeu uma arara vermelha viva e uma anta morta. A arara ficou com um fiel depositário e a anta doada a uma comunidade. Para os dois casos, foram aplicadas multas de R$5 mil e apreendidos os rifles que estavam com cada um dos infratores.

Uma rede de pesca de pelo menos 100 metros foi apreendida também. Ela estava sendo utilizada de maneira ilegal, bloqueando o igarapé e impedindo o deslocamento dos peixes, comprometendo a migração natural destes e outros organismos da fauna aquática. “É por isso que acaba o peixe”, disse o fiscal.

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