Desde o último dia 15 já é possível a retirada 24 horas de cargas desembaraçadas pela fiscalização aduaneira na Alfândega da Receita Federal no Aeroporto Eduardo Gomes em Manaus.
A Alfândega já vinha atuando nesse regime de horário estendido na liberação de cargas consideradas prioritárias (perecíveis, animai s e vegetais in natura, órgãos e tecidos humanos, materiais explosivos etc). Agora, a liberação de cargas comuns (todas aquelas não consideradas prioritárias) também funcionará 24 horas. Com isso, se espera fortalecer o modelo Zona Franca de Manaus, dar agilidade ao processo e ganhar competitividade.
Desde que o governo federal determinou que os quatro principais aeroportos em movimentação de carga no país – Campinas, Guarulhos, Galeão e Manaus – operassem em regime de horário estendido, várias medidas vêm sendo adotadas pela Receita Federal do Aeroporto em Manaus para que o desembaraço de cargas, prioritárias ou não, fosse realizado 24 horas.
Segundo o inspetor Douglas Coutinho, as medidas já adotadas possibilitam a fluidez ininterrupta de mais de 96% das cargas sob controle aduaneiro no aeroporto e que os próximos passos serão no sentido de aumentar ainda mais este índice.
“Será um período de adaptações não só para a aduana local, mas para todos os envolvidos na cadeia logística. Desde a chegada de uma aeronave cargueira até a efetiva chegada da carga no destinatário, são vários os atores do processo. Embora muito ganhos sejam evidentes, alguns benefícios só serão observados após os ajustes e adaptações de todos os envolvidos”, destacou Coutinho.
O tempo médio da fase do desembaraço aduaneiro de cargas no aeroporto da capital amazonense, em 2012, foi de 18,4 horas, sendo que para 95% das cargas a média era de menos de 12 horas. “Com a extensão das atividades para o regime de plantão 24 horas, todos os dias, inclusive aos sábados, domingos e feriados, os tempos de desembaraço devem ser reduzidos sensivelmente”, finalizou Coutinho.
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