Com o tema “Vamos usar camisinha aí, gente! Folião que se preza não brinca sem fantasia”, a Prefeitura de Manaus já está com o bloco na rua para a campanha de prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais durante o período de pré-carnaval e carnavalesco. Este ano, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) vai distribuir 800 mil preservativos, acompanhados de material informativo. A distribuição será feita nas unidades de saúde e em mais de 100 bandas e blocos de rua e nos eventos realizados no Sambódromo – desfile das escolas de samba, nos dias 8 e 9 de fevereiro, e Carnaboi, nos dias 11 e 12 de fevereiro.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Evandro Melo, a campanha no período do carnaval é estratégica porque neste período as pessoas ficam mais vulneráveis a comportamentos de risco. “É um período de diversão e também de excessos e o que queremos é alertar a população, principalmente os jovens, para a importância da proteção individual em todas as relações sexuais”.
A campanha vai envolver mais de 500 servidores da Semsa, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. A chefe do Núcleo de Controle das DST/Aids e Hepatites Virais da Semsa, enfermeira Adriana Raquel de Souza, informa que o trabalho contará com a parceria do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (Susam) e Fundação de Medicina Tropical, e do Ministério da Saúde.
Além dos preservativos, serão distribuídos panfletos educativos, ventarolas e sacolas coletoras de lixo para automóveis. Também serão desenvolvidas atividades educativas nas salas de espera das unidades de saúde com palestras de educação em saúde sobre as DST/Aids e Hepatites Virais.
Dados consolidados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, mostram que, em 2012, Manaus registrou 622 casos de Aids, sendo 54% desses casos na faixa etária de 20 a 34 anos. Os números também indicam que desse total, 456 das pessoas contaminadas era do sexo masculino, o que representa 73,3%, e 167 casos, do sexo feminino, o que corresponde a 26,8%.
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