Mais de 250 gestores técnicos dos setores público e privado de Manaus participaram do Seminário de Sensibilização sobre Acessibilidade, promovido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Pessoa com Deficiência (Seped), na última quinta-feira, 6 de dezembro.
O evento é mais uma ação prevista dentro do Programa Viver Melhor, lançado pelo governador Omar Aziz e que completou um ano no último dia 2. Até o fim do próximo ano, o programa pretende investir R$ 250 milhões em ações de acessibilidade divididas em três subprojetos – Viver Melhor Acessibilidade, Viver Melhor Reabilitação e Viver Melhor Atividades Motoras.
“Levar o universo das pessoas com deficiência para as instituições públicas e privadas é mais um passo que galgamos com este seminário. Aqui, essas pessoas aprenderam a replicar ações e comportamentos que devem ser implantados no âmbito dos setores público e privado em prol do deficiente”, destacou a titular da Seped, Vânia Suely.
Especialistas – Para ministrar as palestras sobre acessibilidade o Governo do Amazonas trouxe duas especialistas no assunto, a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, Linamara Rizzo Battistella, e a arquiteta em acessibilidade, Silvana Cambiaghi, também de São Paulo.
Linamara Battistella apresentou as demandas do universo da pessoa com deficiência e, junto a isso, as soluções que podem ser adotadas pelas instituições. A especialista ainda pontuou que, mais do que a construção de rampas de acesso, alargamento de portas e adaptação de banheiros, as organizações precisam humanizar a comunicação dentro do seu espaço físico.
Silvana Cambiaghi, autora do livro “Desenho Universal: Métodos e Técnicas para Arquitetos e Urbanistas”, com o tema, “Aplicação de Normas de Acessibilidade e do Conceito de Desenho Universal na Cidade”, destacou as adaptações de Acessibilidade em prédios públicos e tombados pelo patrimônio histórico, nas cidades.
Saldo positivo – A titular da Seped disse que o saldo do seminário foi positivo. “O seminário traçou um panorama geral de que mais do que oferecer a estrutura para o deficiente, as instituições precisam trabalhar a acessibilidade de uma forma mais ampla, por exemplo, o tratamento e a abordagem com qualquer pessoa que tenha limitações”, reiterou.
A expectativa para 2013, segundo a secretária, é de implementar cada vez mais a promoção e a garantia dos direitos da Pessoa com Deficiência (PcD), em todos os setores da sociedade.
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