O candidato da coligação “O futuro é agora”, Arthur Virgílio Neto, conseguiu superar a derrota para o Senado, em 2010, e obter uma vitória consagradora para a Prefeitura de Manaus, nas eleições deste ano. Foram 603.483 (66,65%) votos, quase o dobro dos obtidos pela candidata Vanessa Grazziotin (PCdoB), que ficou com 311.607 (34,05%) votos. Artur perdeu a vaga no Senado por 28.580 votos.
Quando Arthur decidiu concorrer às eleições municipais, ele aparecia com poucas chances de vitória na disputa. Pesquisas internas apontavam menos de 4% das intenções de votos. Mesmo assim, decidiu sair candidato e, ao iniciar a campanha, já aparecia como líder das pesquisas.
Mesmo com o apoio da presidente Dilma Rousseff, do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, do governador Omar Aziz e do senador e ex-governador Eduardo Braga, Vanessa foi a segunda colocada no primeiro turno. Arthur venceu com 385.855 (40,55%) votos contra 19,95% dos votos de Vanessa.
No início do segundo turno, o tucano conseguiu o apoio dos candidatos derrotados no primeiro turno, o ex-prefeito Serafim Corrêa e os deputados federais Pauderney Avelino e Henrique Oliveira.
A vitória de Arthur pode trazer mudanças no quadro eleitoral de 2014, que já parecia definido, com amplo favoritismo de Eduardo Braga. O processo político-administrativo dos próximos dois anos vai definir o quadro da sucessão de Omar Aziz.
Perfil
Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto é amazonense de Manaus, neto do desembargador Artur Virgílio e filho do senador Arthur Virgílio Filho.
Bacharel em Direito e diplomata, ele disputou sua primeira eleição em 1978, pelo MDB, no qual iniciou a carreira na política estudantil. Se elegeu Deputado Federal em 1982. Foi vice-líder do PMDB e um dos coordenadores das campanhas Diretas Já e de Tancredo Neves para a Presidência da República.
Em 1986 comandou o Muda Amazonas como candidato a governador do Estado.
Em 1988 foi eleito prefeito de Manaus, pela mesma coligação. Ficou no mandato até o final, em 1992. Em 1994 foi eleito para o segundo mandato de deputado federal, já pelo PSDB. Foi vice-líder dos tucanos e secretário-geral da Executiva Nacional do Partido.
Se reelegeu Deputado Federal em 1998. Chegou à liderança do Governo Federal no Congresso, que deixou para assumir o cargo de Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, dia 14 de novembro de 2001. Deixou o cargo em 2002, para disputar as eleições reassumindo a função de Líder do Governo no Congresso.
Em 2003 assumiu o mandato de Senador da República, permanecendo os oito anos no cargo. Foi Líder do PSDB no Senado. Desde o mandato de deputado federal, figurou na lista de parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, feita pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).
Em 2010 disputou o Senado, mas não se elegeu. Nos últimos dois anos, voltou a atuar como diplomata.
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