24/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Laboratório da Fucapi testa segurança de artigos infantis

Publicado em 11 de outubro, 2012

Alerta para os pais às vésperas do Dia das Crianças. Os produtos infantis, que incluem os brinquedos, representam 14% do total de acidentes de consumo do Brasil, de acordo com os dados do Sistema de Monitoramento de Acidentes de Consumo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Para padronizar a segurança dos brinquedos, os produtos são submetidos a ensaios físicos, químicos, elétricos, entre outros, conforme regulamentação vigente no país, e, somente aqueles que atenderem a todos os requisitos, incluindo os produtos importados, recebem o selo de certificação.

Localizado no Distrito Industrial da capital amazonense, o Laboratório de Segurança de Brinquedos da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi) é o único acreditado pelo Inmetro fora da região Sudeste. Ele atende a demanda de avaliação da conformidade através de ensaios de produtos infantis de vários estados brasileiros.

“Durante os ensaios, os brinquedos passam por uma avaliação criteriosa, onde são colocados à prova em vários testes como os de queda, acústicos e mecânicos, conforme aplicável. Entre eles, a avaliação do teor de metais pesados, cuja contaminação pode ocorrer por migração (por simulação da digestão), quando uma parte pequena de um brinquedo é engolida por uma criança. Esse tipo de ensaio visa avaliar os limites tóxicos do produto. Uma massa de modelar, por exemplo, pode conter substâncias cancerígenas, algo que só é confirmado por ensaios em laboratório”, explica a coordenadora em exercício do Centro Geral de Serviços Tecnológicos da Fucapi, Hyelen Gouvea.

Além de substâncias tóxicas, a maior parte dos acidentes domésticos pode ser evitada se mantidas as restrições de faixa etária e de uso dos produtos. “Em alguns casos, um brinquedo que oferece risco a uma faixa etária pode ser utilizado perfeitamente por crianças de idade mais elevada e com um certo entendimento. Nesses casos, a faixa etária e as restrições devem ser colocadas no rótulo do brinquedo. Por isso, os pais têm de observar também a faixa etária indicada do produto, outra característica que o fabricante é obrigado a especificar na embalagem”, aponta.

Os testes de laboratório, em geral, simulam as maneiras como a criança poderia interagir com o brinquedo. Mas algumas coisas são imprevisíveis, pois a criança sempre inventa brincadeiras novas. Assim sendo, a supervisão dos adultos é fundamental.

Algumas dicas:
· Brinquedos com ruídos excessivos podem causar danos à audição;
· Evite brinquedos com formas e cheiros que imitem alimentos; as crianças tendem a engoli-los;
· Atenção aos brinquedos que possuem partes cortantes ou pontiagudas, que podem ocasionar ferimentos;
· Em hipótese alguma adquira brinquedos compostos por substâncias tóxicas ou de fácil combustão;
· Brinquedos têm, sim, prazo de validade. Verifique o prazo de validade e as condições de garantia do brinquedo;
· Atenção especial a brinquedos que possam levar a sufocamento, como cordas, balões ou peças muito pequenas;
· Adquira o brinquedo de acordo com a faixa etária ou idade do seu filho. Por lei, os fabricantes devem transmitir essa informação no rótulo;
· Verifique se a embalagem do brinquedo possui informações sobre o fabricante (nome, CGC, endereço);
· Evite brinquedos que possam ocasionar choque elétrico;
· Os brinquedos devem conter selo de segurança fornecido pelo Inmetro.

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