Alerta para os pais às vésperas do Dia das Crianças. Os produtos infantis, que incluem os brinquedos, representam 14% do total de acidentes de consumo do Brasil, de acordo com os dados do Sistema de Monitoramento de Acidentes de Consumo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Para padronizar a segurança dos brinquedos, os produtos são submetidos a ensaios físicos, químicos, elétricos, entre outros, conforme regulamentação vigente no país, e, somente aqueles que atenderem a todos os requisitos, incluindo os produtos importados, recebem o selo de certificação.
Localizado no Distrito Industrial da capital amazonense, o Laboratório de Segurança de Brinquedos da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi) é o único acreditado pelo Inmetro fora da região Sudeste. Ele atende a demanda de avaliação da conformidade através de ensaios de produtos infantis de vários estados brasileiros.
“Durante os ensaios, os brinquedos passam por uma avaliação criteriosa, onde são colocados à prova em vários testes como os de queda, acústicos e mecânicos, conforme aplicável. Entre eles, a avaliação do teor de metais pesados, cuja contaminação pode ocorrer por migração (por simulação da digestão), quando uma parte pequena de um brinquedo é engolida por uma criança. Esse tipo de ensaio visa avaliar os limites tóxicos do produto. Uma massa de modelar, por exemplo, pode conter substâncias cancerígenas, algo que só é confirmado por ensaios em laboratório”, explica a coordenadora em exercício do Centro Geral de Serviços Tecnológicos da Fucapi, Hyelen Gouvea.
Além de substâncias tóxicas, a maior parte dos acidentes domésticos pode ser evitada se mantidas as restrições de faixa etária e de uso dos produtos. “Em alguns casos, um brinquedo que oferece risco a uma faixa etária pode ser utilizado perfeitamente por crianças de idade mais elevada e com um certo entendimento. Nesses casos, a faixa etária e as restrições devem ser colocadas no rótulo do brinquedo. Por isso, os pais têm de observar também a faixa etária indicada do produto, outra característica que o fabricante é obrigado a especificar na embalagem”, aponta.
Os testes de laboratório, em geral, simulam as maneiras como a criança poderia interagir com o brinquedo. Mas algumas coisas são imprevisíveis, pois a criança sempre inventa brincadeiras novas. Assim sendo, a supervisão dos adultos é fundamental.
Algumas dicas:
· Brinquedos com ruídos excessivos podem causar danos à audição;
· Evite brinquedos com formas e cheiros que imitem alimentos; as crianças tendem a engoli-los;
· Atenção aos brinquedos que possuem partes cortantes ou pontiagudas, que podem ocasionar ferimentos;
· Em hipótese alguma adquira brinquedos compostos por substâncias tóxicas ou de fácil combustão;
· Brinquedos têm, sim, prazo de validade. Verifique o prazo de validade e as condições de garantia do brinquedo;
· Atenção especial a brinquedos que possam levar a sufocamento, como cordas, balões ou peças muito pequenas;
· Adquira o brinquedo de acordo com a faixa etária ou idade do seu filho. Por lei, os fabricantes devem transmitir essa informação no rótulo;
· Verifique se a embalagem do brinquedo possui informações sobre o fabricante (nome, CGC, endereço);
· Evite brinquedos que possam ocasionar choque elétrico;
· Os brinquedos devem conter selo de segurança fornecido pelo Inmetro.