Seis dos sete assassinatos de taxistas ocorridos este ano estão resolvidos, com quatro autores e/ou mandantes identificados e prisões preventivas expedidas, enquanto outros dois aguardam resultados de perícias para conclusão das investigações. O único crime ainda não desvendado é o do motorista José Leno Moreno, 42, morto aparentemente a pedradas e encontrado no Parque Riachuelo.
A informação, da assessoria da Polícia Civil, afirma que a morte do taxista Vivaldo Carvalho da Silva, 38, morto dia 12 deste mês, teve dois autores. Ele recebeu um tiro na testa durante assalto na avenida Autaz Mirim (Grande Circular), bairro Tancredo Neves, dentro do próprio táxi, um carro Polo, placas JXV-7666.
As equipes da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD) identificaram os dois criminosos. “Eles possuem passagem pela polícia, por roubo e tráfico de drogas, e não são encontrados nas suas residências, sinal de que estão foragidos”, disse o delegado Antônio Rondon, integrante da Delegacia de Homicídios. “A polícia está aguardando o resultado da perícia técnica dos materiais encontrados e tão logo tivermos estes resultados ingressaremos com o pedido de prisão dos mesmos”, finalizou.
A autoria do crime foi possível através dos indícios e provas colhidas durante a primeira ação. A preservação do local logo após o crime, levou a identificação dos suspeitos. Existem claras características de latrocínio (roubo seguido de assassinato).
O delgado-geral Josué Rocha disse que a linha de investigação é importante para solução dos crimes. “Diante das informações que chegam da população, da comunidade ou dos próprios taxistas, nós vamos observar cada caso, com cautela e traçar a linha de investigação. Cada caso é um caso, portanto, você pode ter uma linha direcionada a crimes de acertos de contas, vingança, roubo. A partir dos primeiros levantamentos é que se define a linha de investigação a seguir”, reforçou o delegado.
Bruna mandou matar Rinaldo
A primeira morte de taxista em Manaus, este ano, aconteceu dia 16 de janeiro, por volta das 15h, na rua e beco São José, bairro Compensa 3, Zona Oeste. O taxista Rinaldo de Souza Pinto foi baleado na cabeça por dois homens que invadiram a casa de Meire, amiga da vítima, efetuando o disparo. A vítima chegou a ser encaminhada ao Pronto-Socorro João Lúcio, onde morreu.
A mandante do crime é Bruna Almeida de Araújo, que teria um envolvimento conjugal com o taxista e não aceitava o fim do relacionamento. Ela mandou dois homens até a casa onde a vítima se encontrava e, segundo testemunhas, ela teria entregado a arma utilizada no crime a um deles. Para a polícia não há dúvidas sobre a participação da mulher no homicídio por motivo passional. O caso já foi encaminhado à justiça e a Polícia Civil aguardada o mandado de prisão da acusada.
Dois suspeitos na morte de Valdemar
No dia 28 de janeiro foi à vez do taxista Valdemar Pantoja da Silva, encontrado com um tiro na nuca dentro do veículo no bairro Cidade de Deus, Zona Norte de Manaus. A vítima foi encaminhada ao Hospital João Lúcio, mas não resistiu ao ferimento. Segundo a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), já existem fortes indícios da participação de dois suspeitos no crime, mas, por enquanto, estão aguardando as medidas cautelares solicitadas que comprovem a autoria dos mesmos.
Adolescente matou Moisés
O corpo do taxista Moisés Rosário de Oliveira, 44, foi encontrado no dia 11 de abril dentro do carro, um Pálio Weekend, placas JXV- 0546, numa rua do Conjunto Ajuricaba, bairro da Paz, zona Centro-Oeste. O crime foi cometido por um adolescente e o caso foi encaminhado a Delegacia Especializada de Atos Infracionais (DEAAI).
Sem suspeito na morte de Leno
A quarta vítima foi o taxista Leno José Moreno da Silva, 42, no dia 12 de maio. Ele foi encontrado morto em uma construção no conjunto Cidadão 10, Parque Riachuelo, bairro Tarumã, Zona Oeste, após estar desaparecido há dois dias. Segundo as investigações, o modo de execução foi por arma branca e o crime de latrocínio – roubo seguido de morte. O caso foi encaminhado a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos e Defraudações (DERFD) e continua em investigação policial. Por enquanto, nenhum suspeito foi identificado pela polícia.
Suspeito confirmado na morte de Francisco César
Com três facadas o taxista Francisco César de Oliveira Pereira, 39, foi encontrado na rua Doutor Aristides Rocha, bairro Ouro Verde, Zona Leste. O homicídio é fruto de um latrocínio, o carro da vítima, um Pálio Weekend, placas JXA-7326, foi roubado e Francisco foi jogado na rua ferido. A vítima foi encaminhada ao Pronto-Socorro Dr. João Lúcio, aonde veio a falecer. O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (DEFV) e um acusado já está confirmado como autor do crime.
Mortes sem ligação
Segundo as investigações realizadas pelos policiais civis, os homicídios registrados desde o começo deste ano não possuem relação entre si e são casos isolados de latrocínio e crime passional, como na ocorrência envolvendo o taxista Rinaldo de Souza Brito.
Josué Rocha lembra que os taxistas devem tomar alguns cuidados para evitar a incidência de crimes contra a categoria. Ele ressaltou que eles não devem reagir e sinalizar de alguma forma que algo está errado ou que está em apuros, quando passar por policiais. Conversar normalmente com o meliante também pode ser uma boa opção e não se esquecer de entregar todo o dinheiro que se tem.
“O taxista experiente já tem mais ou menos a ideia quando uma pessoa parece que não é um simples passageiro, que possa ser um criminoso, então a prática do dia-a-dia, a experiência e estes cuidados ajudam na sobrevivência”, destacou.
Há cerca de um mês, a Polícia Civil, através do Instituto de Criminalística, vem realizando os testes de balística em materiais que possam servir para a fabricação das cabines blindadas nos táxis. “É importante dizer que já foram testados alguns protótipos pelo Instituto de Criminalística e esses testes foram feito com rigor e foram aprovados. Resta agora que às associações e a categoria em geral procurem as empresas em geral para adquirirem estes produtos”, finalizou o delegado-geral.
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