A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade – Semmas, realiza, a partir desta terça-feira, dia 3, o curso Estimativas de Emissões de Poluentes Atmosféricos.
A finalidade de capacitar o corpo técnico do órgão a estimar a emissão dos Compostos Orgânicos Voláteis – COVs no licenciamento de processos industriais.
Os COVs são gases que têm na sua configuração Carbono e Hidrogênio, em geral emitem odor, possuem grande potencial poluidor e estão quase sempre presentes nos processos produtivos industriais.
É preciso saber quantificá-los para que as empresas, no processo de licenciamento, possam adotar os mecanismos de compensação apropriados para mitigar as emissões.
O curso é mais uma etapa do processo de aprimoramento do corpo técnico de licenciamento ambiental da Semmas, que hoje reúne 45 servidores que trabalham exclusivamente no monitoramento e concessão de licenças para todas as atividades de impacto local.
A iniciativa vai permitir um maior controle por parte do poder público municipal sobre as emissões de gases poluentes e os seus efeitos nocivos.
Os cálculos que permitem quantificar as emissões já são utilizados hoje em algumas das principais capitais brasileiras, sobretudo aquelas situadas em regiões industrializadas, a exemplo de São Paulo.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Dutra, ressaltou que Manaus já necessitava dessas medidas pelo porte da cidade e o processo de crescimento pelo qual vem passando.
Os COVs têm duas fontes emissoras – uma biogênica, quando é emitido pela própria floresta e ajuda na formação das chuvas e a outra antropogênica, quando emitido a partir da ação do homem nos processos industriais.
Quando em contato com a luz do sol, os COVs produzem Ozônio troposférico, ou seja, próximo da superfície terrestre, gás que pode causar problemas de saúde – sobretudo no sistema respiratório.
Em algumas situações, também pode diminuir a produtividade agrícola. Os COVs são emitidos principalmente durante a queima de combustíveis fósseis.
Segundo Marcelo Dutra, a intenção da Semmas é primeiro capacitar seu corpo técnico para em seguida lançar uma proposta de regulamentação de emissões de COVs, pioneira no município.
Recentemente, a Semmas propôs a atualização das regras e padrões para o lançamento de efluentes.
Quantificar as estimativas de emissões de Compostos Orgânicos Voláteis é importante porque os COVs catalisam a produção de outro poluente secundário que é o Ozônio.
A formação do Ozônio se dá a partir de reações fotoquímicas. O curso acontece nos dias 3, 4 e 5 de julho, das 8h às 12h, no auditório da Semmas.
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