A Coordenação Estadual de DST/Aids irá promover o Curso de Testagem e Aconselhamento em HIV, Sífilis e Hepatites B e C, no município de Tabatinga. O treinamento é destinado a profissionais dos Distritos Sanitários Especiais Indígena (DSEI) Alto Solimões e Vale do Javari. O curso terá início nesta quarta-feira (2) e será ministrado por médicos infectologistas da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), órgão responsável pelas ações da Coordenação.
O treinamento faz parte do cronograma de implantação do teste rápido de Sífilis e Hepatite B no Amazonas, programado pelo Governo do Estado, a fim de atender as novas determinações do Ministério da Saúde, sobre triagem e diagnóstico dessas doenças na Atenção Básica. No caso deste curso, em especial, a ação será voltada para Saúde Indígena. No decorrer deste ano, outras capacitações serão realizadas no interior, com foco nos profissionais que atendem a população em geral.
A diretora-presidente da FMT-HVD, Graça Alecrim, frisa que a proposta é contribuir para a vigilância permanente, assegurando acompanhamento médico adequado a esses pacientes, prevenindo o avanço das DSTs e das hepatites, especialmente em áreas remotas e junto a populações vulneráveis, como é o caso dos povos indígenas. “O diagnóstico precoce permite o tratamento adequado de doenças como a Sífilis que, em estágio avançado, pode atingir vários órgãos e causar sequelas irreversíveis”, destaca a diretora. Ela explica que a testagem rápida permite o diagnóstico inicial de HIV/Aids, Sífilis e Hepatite B. No caso da Hepatite C, o exame deve ser feito em laboratório.
O conteúdo programático do curso inclui noções de biossegurança quanto ao uso do teste rápido; orientações técnicas sobre os aspectos clínicos e sintomas apresentados pelos pacientes; dicas de acolhimento e incentivo à realização do teste rápido. As orientações técnicas sobre a realização do teste rápido serão ministradas por profissionais do Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (LACEN/AM).
Os profissionais de saúde que atuam nos Distritos Sanitários Especiais Indígena Alto Solimões e Vale do Javari atendem, juntos, mais de 46 mil indígenas pertencentes a sete etnias, com predominância de Ticunas.
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