O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) participa, nesta quarta-feira (25), do I Seminário de Gestão Ambiental para oficinas mecânicas, realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-AM), em parceria com a Associação Empresarial Automotiva de Manaus (Asseam). Em pauta, o descarte correto de resíduos produzidos pelas oficinas e alternativas de práticas sustentáveis.
O evento acontecerá no auditório do Sebrae, localizado no centro de Manaus, a partir das 18h30. Na oportunidade, o presidente do IPAAM, Antônio Ademir Stroski, a química do Instituto, Aldenira Rodrigues Queiroz, e o diretor jurídico do Órgão, Fábio Marques, irão orientar o público presente sobre os vários aspectos ambientais inerentes às oficinas mecânicas.
Os representantes do IPAAM irão se dividir em três painéis, com diferentes temas. Às 18h30, o presidente falará sobre os Novos Rumos para o Direcionamento de Resíduos Provenientes de Centros Automotivos. Em seguida, às 20h, a química Aldenira Queiroz palestrará a respeito de Como Tornar as Oficinas Mecânicas Ambientalmente Corretas. Para finalizar, às 20h30, o diretor jurídico, Fábio Marques, explanará sobre “Legislação Vigente e a Realidade do Setor Automotivo”.
Segundo a química do IPAAM que também atua como gerente de Licenciamento Industrial do Instituto, Aldenira Queiroz, o interessante é fazer um paralelo entre a condição atual das oficinas e as medidas que podem ser adotadas para diminuir o impacto ambiental causado pelos resíduos. “Primeiro vou mostrar os principais resíduos gerados pelas oficinas (pneus, sucatas, baterias, plásticos, óleos lubrificantes) e, em seguida, vou explicar qual o melhor destino para esses materiais e mostrar o porquê de não serem entregues à coleta pública domiciliar”, falou Aldenira.
Para ilustrar os perigos do destino incorreto desses resíduos, ela destacará que um litro de óleo contamina um milhão de litros de água, por prejudicar a oxigenação do curso d’água.
Acrescentando orientações, a gerente do IPAAM falará ainda sobre a importância da infraestrutura adequada das oficinas para a redução dos danos ambientais causados pela atividade. “É muito importante que os gestores entendam a necessidade de ter espaços físicos adequados à triagem, equipamentos de controle de água e óleo separados, onde cada componente possa ser descartado no local certo sem possibilidades de prejuízos ao meio ambiente”, ressaltou ela.
Um local para o acondicionamento específico dos materiais possibilitará comercializá-los, destinando-os à reciclagem, como, por exemplo, à venda de sucatas metálicas aos chamados “ferros velhos”. Minimizar os efeitos de materiais tóxicos e corrosivos, são duas das várias alternativas que Aldenira promete apontar para a platéia.
Aldenira Queiroz pretende mesmo despertar para a necessidade da consciência sustentável, desde a gerência até o corpo de funcionários de cada oficina. “É uma espécie de valor a ser passado aos demais”, finalizou.
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