O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) acaba de anunciar os resultados do estudo do Sistema de Acompanhamento de Salários, afirmando que a maior parte do trabalhador amazonense obteve, em 2011, aumento salarial acima da inflação. A pesquisa afirma que 77,8% conseguiram reajustes acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Foram comparados os resultados dos reajustes entre 2008 e 2011 de 18 unidades de negociação no Estado do Amazonas, o que representa 2,6% das unidades analisadas no Painel Nacional e 39,13% das unidades analisadas na Região Norte.
Para o titular da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Amazonas (SRTE-AM), Dermilson Chagas, “além dos ganhos através dos acordos (coletivos), o trabalhador ainda recebe outros auxílios que aumentam o seu poder de consumo”, explicou. O superintendente cita os benefícios de distribuição de cesta básica, participação nos lucros, auxílio creche entre outros, como práticas recorrentes.
De acordo com o Dieese, o resultado confirma a tendência observada nos últimos anos, quando a maioria das categorias profissionais analisadas conquistou aumentos reais para os salários nas negociações de data base, no entanto, nessa avaliação a magnitude da faixa de ganho real, ou seja, acima do INPC, obteve percentuais na faixa de até 2% enquanto que nos anos anteriores alcançava a faixa de até 8%.
Serviços e Indústria
De acordo com a supervisora técnica do escritório regional do DIEESE no Amazonas, Alessandra Cadamuro, o setor da Indústria obteve os melhores índices nas convenções e acordos coletivos firmados entre os representantes laborais e patronais, alcançando a média de 86,52 % no acumulado, mantendo ganho igual ou superior ao INPC. No setor de serviços a categoria das Comunicações, Publicidade e Empresas Jornalísticas e segurança e vigilância tiveram destaque.
A distribuição de reajustes salariais em comparação com o INPC-IBGE, por data base, indica que o mês de janeiro registrou maior número de acordos coletivos. Os reajustes dividem-se ainda em dois blocos, de janeiro a maio e de julho a setembro.
Brasil
De um total de 702 unidades de negociação registradas em 2011 no Sistema de Acompanhamento de Salários do Dieese, 87% conseguiram reajustes acima da inflação. Apenas 8% foram corrigidos pela inflação e 6% abaixo dela.
O comércio foi o setor que apresentou o maior percentual de negociações com aumento real de salários, com cerca de 97%. Somente 2% tiveram reajustes com os mesmos percentuais da inflação e pouco mais de 1% perdas reais.
Na indústria, 90% das negociações foram com aumentos reais e 3% abaixo. Já no setor de serviços, 76% obtiveram aumentos reais, 12% iguais ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e 12% abaixo.
Dentre as categorias de serviços, os que trabalham em bancos e empresas de seguro privados tiveram o segundo maior percentual de reajuste, com 1,78% de ganho real. O maior índice foi obtido pelo segmento do turismo e hospitalidade, com 1,86%.
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