16/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Os ímpios e os piedosos

Publicado em 13 de fevereiro, 2012

Desde os primórdios os devotos, que buscam viver de acordo com a moral revelada nos dez mandamentos, se deparam com a questão que tanto incomoda, a prosperidade dos ímpios. Segundo a Bíblia, os ímpios são aqueles que vivem como se Deus não existisse; não dão bola para o Criador; não estão nem aí em relação ao que ele aprova ou desaprova; rasgam os dez mandamentos e são pessoas que estão dispostas a tudo para alcançar seus objetivos, exatamente porque adotaram a ética utilitarista e pragmática de que os fins justificam os meios.

Lamentavelmente, a grande maioria da humanidade se mira nos ímpios, admira suas riquezas e fama; suas vidas se tornam paradigmas; seu estilo comportamental é idolatrado, pois, são as pessoas que, de acordo com a moral da conveniência, se deram bem e como todo mundo deseja isso, então, eles se tornam verdadeiros ídolos.

De fato, quando os ímpios são considerados dignos de observação e imitação, a contaminação é grande, pois, quem os repara, na verdade, não os consideram, mas, sim o que conquistaram. O produto de suas vidas é considerado o alvo, não importa como chegaram lá, o que importa é que chegaram. Assim, os valores morais atropelados e desprezados pelos ímpios são considerados empecilhos para aqueles que querem os mesmos resultados.

Infelizmente, a vida dos piedosos, que buscam vitórias pelo caminho reto, não é levada a sério, pois, eles demoram muito para chegar lá e nem sempre conseguem tudo o que os ímpios conseguem, pois, os “atalhos” da corrupção não são considerados válidos. Os piedosos não miram nos resultados, mas, em Deus e sua revelação registrada na Bíblia Sagrada, por isso, levam em conta os meios, acreditando que, se os fins realmente forem bons, os meios para alcançá-los também terão que ser. Quem realmente confessa Jesus como o Cristo, o Salvador do mundo e o Filho de Deus, tem convicção de que os fins e meios precisam ser compatíveis e não contraditórios.

Mas, nosso Brasil religioso é um desastre. O chamado cristianismo tupiniquim é uma mistura de tantas crenças que a verdade revelada por Deus através do Seu Filho Jesus Cristo é colocada no mesmo patamar das crendices humanas. Assim sendo, com um cristianismo completamente desfigurado e descaracterizado, as pessoas seguem se dizendo cristãs e defendendo simultaneamente convicções pagãs, imorais, idólatras.

Basta ouvir o que as pessoas dizem, observar suas condutas éticas e conviver com elas, para reparar que a verdade libertadora do evangelho passa bem longe de suas vidas. O que é pior de tudo isso são as lideranças, os que mostram as caras nos meios de comunicação de massa e que acabam sendo os referenciais, pois, forjando uma piedade inexistente, prosseguem enganando e contribuindo para que a verdadeira fé cristã vá parar no lixo das ideologias que não deram certo e foram descartadas.

Ser cristão implica em ter sólido alicerce doutrinário extraído da Palavra de Deus, a Bíblia. Significa, confessar Jesus como o Filho de Deus e viver vida compatível com a ética cristã.

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Autor
Jorge Max

Jorge Max é pastor da Igreja Batista Constantinópolis, em Educandos.

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