O Governo do Estado do Amazonas, por meio de sua Secretaria Estadual de Infraestrutura, vem anunciando para os próximos dias o início das tramitações necessárias para a obra de duplicação da Rodovia Manoel Urbano, AM-070, via que liga Manaus à cidade de Manacapuru, via ponte Rio Negro.
Com a construção e entrega da obra da ponte Rio Negro, que possui em suas extremidades vias duplicadas, a duplicação da rodovia passou a ser necessária em função do aumento significativo de veículos circulando por suas faixas, uma vez que o acesso à região ficou facilitado pela construção da ponte e a ligação direta com a capital amazonense. Uma travessia entre o Município de Manaus e o Município de Iranduba, que antes durava cerca de uma hora, via balsa, agora é realizada em poucos minutos, via ponte.
Deverão ser investidos cerca de R$ 230 milhões, com obras concentradas no trecho entre a ponte Rio Negro e a entrada da via que liga à cidade de Novo Airão. Aproximadamente 80 quilômetros de via prevista com acostamento e previsão de sua conclusão até o final de 2013. O governo prevê que até a primeira quinzena de abril deste ano a ordem de serviço da obra seja assinada.
Recentemente, após a entrega da ponte Rio Negro, fiz utilização dessa via. Foi quando fui conhecer a praia do Açutuba, com entrada no quilômetro 28 da via. Trata-se de uma rodovia sem canteiro central e acostamento, de fluxo intenso e pouco sinalizada. Via de extrema importância para os municípios de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão, pois é através dela que a economia desses municípios se desenvolve.
Destaco, mais uma vez, que entendo que a sua duplicação hoje se faz necessária. Com a ponte Rio Negro, a duplicação é essencial. Além do mais, toda e qualquer melhoria de nossas rodovias são bem vindas, pois contribui para a mobilidade intermunicipal. Agora é importante que o governo tenha a preocupação de criar políticas de Gestão Urbana (e Rural) para disciplinar o Uso do Solo em todo o trajeto da rodovia, evitando que conflitos sejam criados e que possam prejudicar o bom funcionamento da via, além do meio ambiente. Para esse papel, é fundamental colocar em prática os fundamentos e princípios do Plano Diretor da Região Metropolitana de Manaus, elaborado e ainda muito pouco aplicado e conhecido.
Exagero de minha parte? É só observarmos o que ocorreu com a AM-010 (nossa avenida Torquato Tapajós), que quando foi duplicada (da entrada do aeroporto até o entroncamento da BR-174) passou a sofrer uma grande transformação. Se nos dias atuais essa duplicação não tivesse ocorrido, será que a mesma estaria como hoje se encontra? Certamente que não.
Outro exemplo. Observem a avenida do Turismo: o trecho duplicado (da Av. Cel Teixeira, na Ponta Negra, até a entrada da avenida Santos Dummont, via do Aeroporto) e o trecho não duplicado (da via do Aeroporto até a av. Torquato Tapajós, no Café da Joelma). Vejam quanta diferença de Uso do Solo. Será que este segundo trecho estaria da forma como se encontra se a mesma tivesse sido duplicada? Certamente que não.
Estas transformações proporcionadas pela infraestrutura é que me permitem afirmar que cuidados devem ser tomados para evitar conflitos urbanos.
No mais, que seja bem vinda as melhorias na Rodovia Manoel Urbano. A mobilidade agradece.
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* Claudemir Andrade é arquiteto e urbanista, especialista em Gestão Ambiental, servidor público, ...