O deputado Luiz Castro vai entrar com representação no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), solicitando que o escritório do Ibama seja mantido e fortalecido na região do Alto Solimões e que as unidades avançadas do Incra sejam ampliadas nos municípios do interior. A medida é resultado da audiência pública, realizada hoje, com o objetivo de discutir alternativas para evitar o fechamento de unidades do Ibama e do Incra no interior do Amazonas.
“Nós também vamos solicitar a realização de uma audiência técnica, em Brasília, no seio da Comissão da Amazônia, com a participação de representantes do Ibama, do Incra, dos municípios amazonenses envolvidos, de institutos ambientais e entidades sociais interessadas na questão”, afirmou o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa e autor da proposta da audiência pública, deputado Luiz Castro.
Recentemente, o Ibama anunciou o fechamento de suas seis unidades localizadas no interior (Itacoatiara, Tabatinga, Eirunepé, Boca do Acre, Lábrea e Carauari). Outro órgão federal, o Incra, também procedeu da mesma maneira, fechando várias unidades avançadas do instituto no Amazonas.
Para o Superintendente do Ibama no Amazonas, Mário Lúcio, o fechamento dos escritórios no interior não prejudica o processo de fiscalização de crimes ambientais no Estado. “Isso porque perdemos várias competências para órgãos como o IPAAM e o Instituto Chico Mendes”, justificou.
Ainda de acordo com Lúcio, as operações planejadas, como as realizadas recentemente nas regiões Sul, Alto e Baixo Amazonas, surtem mais efeito do que manter bases fixas do Ibama nos municípios do interior.
Apesar da posição favorável do Superintendente do Ibama ao fechamento dos escritórios no interior, o chefe do órgão em Tabatinga, Erland Gomes, destacou que todos os funcionários da unidade são contrários à desativação do escritório. “Nós somos seis funcionários, todos a favor da manutenção e do fortalecimento do Ibama em Tabatinga”, ressaltou.
O representante do Incra, Osny Araújo, informou que partiu do Governo Federal a decisão de fechar seis unidades do órgão no interior. “Nós fomos penalizados com a desativação de unidades avançadas nos municípios de Benjamin Constant, Tefé, Lábrea, Borba, Manacapuru e Parintins”, revelou.
Araújo destacou, no entanto, que a administração do Incra no Amazonas vem trabalhando para reabrir algumas dessas unidades. “É difícil, mas estamos tentando mostrar ao governo que o Amazonas é diferente dos outros estados brasileiros, porque possui uma geografia própria e diferenciada. Assim nós já conseguimos reabrir o escritório do Incra em Manacapuru”, afirmou.
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