Uma das maravilhas da Bíblia Sagrada, que traz imenso prazer aos que creem, é o fato de que, do primeiro ao último livro da mesma, o leitor faminto da verdade divina encontra o próprio Deus, por intermédio dos seus profetas e apóstolos genuínos, denunciando práticas religiosas devotas e fervorosas, porém, vazias e fingidas, cujo alvo não era Deus, mas, tão somente o favor divino.
Sim, com grande repulsa e ojeriza o Senhor dos céus e da terra, o Deus e Pai de Jesus Cristo, repudia toda religiosidade que é praticada com o fim de manipulá-lo, tendo em vista obter o seu favor. Segundo as Escrituras, quem transforma sua religiosidade em meio, tendo em vista agradar a Deus para fins pessoais, assim o faz exatamente por partir de um pressuposto equivocado que divorcia vida diária, moral e espiritual, da vida religiosa que é praticada nos dias de culto.
Tais religiosos “ignoram” que Deus realmente se importa com a vida moral e espiritual dos seus adoradores e que ela será levada em conta por Ele por ocasião da adoração. Segundo a Bíblia Sagrada, a justiça e a retidão nos relacionamentos são pré-requisitos para que as ofertas e os ofertantes sejam aceitos quando o Criador é cultuado pela mediação do único Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo.
Logo, segundo o ensino do evangelho, ninguém passa a perna em Deus e consegue assim conquistar seu favor à revelia da sua vontade. Pelo contrário, a forma contundente dos protestos divinos pela instrumentalidade dos seus servos demonstra que o Senhor se enoja e amaldiçoa, veementemente, aqueles que, exatamente por falta de temor, pensam que podem conquistar o que quiserem, desde que pratiquem as recomendações da sua religião, sem que o coração, a vida moral, a justiça nos relacionamentos estejam em submissão e conformação com os mandamentos revelados, que norteiam a verdadeira adoração.
Não é a toa que, com a mais absoluta transparência, Jesus ensinou que o grande dia do Senhor, quando Ele julgará a humanidade com justiça, será um dia de muitas surpresas, pois, aqueles que em virtude de sua confiança em sua religiosidade prosseguiram sendo e fazendo o que Deus reprova e condena, descobrirão, para sua própria desgraça, que seu destino será o inferno, pois, apesar de toda devoção religiosa, ela nunca fora praticada para adorar, mas, para extrair com astúcia e engano o que desejavam dos céus.
Para que aquele dia não seja de surpresas desagradáveis urge estudar com afinco a Bíblia Sagrada, onde se encontra detalhadamente o querer divino e toda sua direção que aponta, de Gênesis ao Apocalipse, para Jesus Cristo, o Salvador do mundo. Ele não só revelou a verdade divina, mas, a exemplificou por sua própria submissão a ela, morrendo pela humanidade tendo em vista satisfazer a justiça divina, que exige que o pecado seja punido. Simultaneamente, sua morte na cruz revelou todas as dimensões do amor divino, que providenciou em Cristo o Substituto e Salvador.
Assim sendo, procuremos ser verdadeiros adoradores, como Jesus ensinou!
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Jorge Max é pastor da Igreja Batista Constantinópolis, em Educandos.