O Governo do Estado publicou, segunda-feira, no Diário Oficial do Estado (DOE), o decreto de desapropriação de uma área com 11.997.705,50 metros quadrados na margem direita do rio Negro, onde deverá ser construída a Cidade Universitária da Universidade Estadual do Amazonas (UEA). “São 1,1 mil hectares ou 10% da área urbana total de Manaus, que é de 110 mil hectares”, esclarece o reitor da UEA, professor José Aldemir.
A área do Campus Universitário da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), uma das maiores manchas verdes da cidade, tem apenas 670 hectares. O total a ser desapropriado para a UEA corresponde à área da instituição federal antes da invasão do Coroado e das desapropriações que permitiram construir os conjuntos Japiim e Atílio Andreazza.
Logo surgiram especulações sobre as desapropriações que serão necessárias para cumprir o decreto governamental e as previsíveis brigas judiciais que a desapropriação vai gerar.
Um alto funcionário do Governo do Estado, porém, apressou-se a esclarecer que a faixa de terra tem a entrada no KM-13 da rodovia AM-070 (Iranduba-Manacapuru) e de lá segue até o rio Negro. “A maioria dos projetos já em curso está mais perto da ponte Rio Negro e não será afetada pela desapropriação”, esclarece o funcionário.
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